Grêmio não vê urgência na MP do Futebol e denfende ‘debate mais amplo’ sobre o tema
Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio em entrevista (Foto: Divulgação/Correio Do Povo)

A MP 984 de 2020 ficou popularmente conhecida como a "MP do futebol", a medida provisória altera as condições de direitos de transmissão no futebol brasileiro. Recentemente, 16 dos 20 clubes da Séria A assinaram um manifesto de apoio à MP 984, deixaram de assinar o manifesto: Grêmio, São Paulo, Fluminense e Botafogo.

A postura do Grêmio desde o início foi de questionamento, pois na visão do clube gremista não há motivo de urgência para esse tema. O que os dirigentes gremistas acreditam ser o melhor caminho é o início de uma ampla discussão pública, envolvendo clubes, políticos e sociedade para chegar na solução ideal do tema.

Questionado pelo motivo de o Grêmio não ter assinado o manifesto junto com os demais 16 clubes da Série A, o presidente Romildo Bolzan Jr. declarou:

“O Grêmio defende um debate mais amplo de regulação. Não discordamos da legitimidade da MP, mas não vemos oportunidade nela neste momento. Ela começou com uma demanda específica, sem um debate coletivo dos clubes, nós estamos indo à reboque disso e eu acho que esse é um mal começo. Os oito clubes que estão com a Turner têm uma demanda importante e eu respeito isso, mas não é o caso do Grêmio.”

Para o Campeonato Brasileiro de 2020, 19 dos 20 clubes da Série A possuem contratos assinados com a Globo. O único clube sem contrato é o Red Bull Bragantino, que inicialmente deve transmitir seus 19 jogos como mandante em seu canal no YouTube. A grande incerteza sobre o tema é se a Globo terá o mesmo posicionamento que no Campeonato Carioca, quando a emissora rescindiu o contrato com a Federação Carioca após o Flamengo transmitir seus jogos pela internet.

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