Do sonho olímpico à final da Superliga masculina
Arte VAVEL Brasil

A decisão da Superliga Masculina de vôlei simboliza o fim de uma temporada brilhante para o voleibol nacional. Em agosto de 2016, o Rio de Janeiro sediou os Jogos Olímpicos, o Maracanãzinho foi a casa do vôlei que rendeu uma tão esperada medalha de ouro.

Uma nova geração representava o Brasil, 12 seleções disputaram lugares no pódio e pela primeira vez foi utilizada a checagem de desafio nas partidas. De 6 a 21 de agosto de 2016, o espírito olímpico abraçou o vôlei em território carioca. O Brasil traçou um caminho preocupante, teve duas derrotas na primeira fase e ameaça de não classificação.

No entanto, dia 21 de agosto, a Rio 2016, no Ginásio do Maracanãzinho viu a seleção brasileira conquistar o terceiro título olímpico. Era a quarta final consecutiva da equipe em Jogos Olímpicos, desta vez, diante da Itália. A decisão foi digna de ouro, 3 sets a 0 (25/22, 28/26 e 26/24), concluindo o pódio, os Estados Unidos ficaram em terceiro.

O Brasil passa por uma fase de transição, a última Olimpíada conquistada havia sido em Atenas, 2004; antes já tinha vencido em 1992, Barcelona. Nas duas edições anteriores, Pequim, 2008 e Londres, 2012, os meninos ficaram com a segunda colocação. Em competições internacionais, a lembrança recente era em 2010. Com o ouro em 2016, o técnico Bernardinho coroou uma geração promissora, recebeu sua sétima medalha olímpica e se aposentou do comando da seleção.

O que a Olimpíada de 2016 tem relação com a final da Superliga 2016/17? Às 10h (horário de Brasília) deste domingo (7), Cruzeiro e Taubaté entram em quadra para decidir o campeão nacional, ambas fizeram a melhor campanha no campeonato e compõem seus elencos com jogadores importantes da Rio 2016.

O levantador William, o multicampeão fazia parte do grupo que começava as partidas no banco e entrava em horas pontuais nos jogos. Como sombra e companheiro do levantador Bruninho, o cruzeirense agregou muita experiência à seleção brasileira.

O oposto Evandro fez uma bela competição, se destacou pela qualidade e eficiência. O gigante de 2,08m de altura mostrou muita força e precisão nos ataques. Pelo Cruzeiro na Superliga é o nono maior pontuador com 308 bolas anotadas.

O central do Taubaté, Éder, coleciona títulos e a Olimpíada no Rio de Janeiro foi de tamanha importância. Com extrema visão de jogo, Éder se torna um especialista em bloqueios, pelo time paulista, subiu à frente de 64 bolas.

O jovem ponteiro Lucarelli obtém os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro como um momento de amadurecimento. Teve uma lesão na coxa no jogo diante a França e atuou no sacrifício algumas vezes. Foi apontado pelo técnico Bernardinho como uma referência para nova geração.

O oposto Wallace foi o grande nome da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos, ele foi o maior pontuador em seis de sete partidas, sendo que na final fez 20 pontos. O jogador de 30 anos se destacou pela versatilidade e foi o diferencial do time de Bernardinho. Considerado baixo, com 1,98m de altura, chamou a atenção pela impulsão de ataque e brilhantemente conquistou o título mais relevante em sua carreira com a seleção. No Taubaté, todos esses fundamentos qualitativos se sobressaem, já foram anotados 455 pontos de ataque, 28 de saque, 46 de bloqueio, no somatório, 529 pontos.

VAVEL Logo