Benfica sobrevive à Choupana com golos de Carrillo e Jiménez
Foto: SL Benfica/ SL Benfica Facebook

Benfica sobrevive à Choupana com golos de Carrillo e Jiménez

Na Madeira, o Benfica teve de suar e sofrer para trazer os três pontos para Lisboa. Perante um Nacional desfalcado mas estóico, as Águias beneficiaram de um auto-golo alvinegro mas viram-se em maus lençóis quando o empate surgiu a meio da segunda parte. Carrillo desfez a igualdade e Jiménez deu a estocada final.

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NacionalRui Silva, Cerqueira, Washington, Ghazal, Tobias Figueiredo, Witi (Okacha, 76 min.), Tiago Rodrigues (Vítor Gonçalves, 57 min.), Jota (Bonilla, 76 min), Victor García, Ricardo Gomes, Agra
BenficaJúlio César, Lindelof, Lisandro, Grimaldo, Semedo, Fejsa, Horta (Celis, 67 min.), Salvio, Pizzi (Carrillo, 67 min.), Jonas (Gonçalo Guedes, 89 min), Jiménez
Placar0-1, Ghazal (a.g), 17 min. 1-1, Tobias Figueiredo, 64 min. 1-2, Carrillo, 70 min. 1-3, Jiménez, min. 90+1
ÁRBITROArtur Soares Dias - Admoestados: Horta (31 min.), Pizzi (63 min.), Semedo (74 min), Vítor Gonçalves (86 min), Salvio (90+1 min.)
INCIDENCIASEstádio da Madeira, jornada 3 da Liga NOS 2016/2017

Depois do tropeção caseiro frente ao Vitória de Setúbal, o Benfica deslocou-se à Madeira para defrontar o Nacional, obrigado a ganhar para poder capitalizar pontualmente com o clássico de hoje, entre FC Porto e Sporting. Do lado alvinegro, muitas baixas e contratempos, com Manuel Machado a ter de improvisar no eixo defensivo: o trinco Aly Ghazal alinhou ao lado de Tobias Figueiredo, ao passo que pela banda encarnada, a novidade centrou-se no regresso de Jonas ao onze e na inclusão de Raúl Jiménez na vez de Mitroglou.

Vitória voltou ao 4-4-2 com Jonas de regresso

De regresso ao habitual 4-4-2, Rui Vitória não deixou, ainda assim, de operar algumas mudanças no figurino táctico inicial: Pizzi, que actuara no miolo diante dos sadinos, voltou à faixa, mas agora à esquerda, permanecendo Salvio na ala direita. No ataque, ao invés do avançado isolado do 4-2-3-1 apresentado na Luz diante dos pupilos de Couceiro, o Benfica apresentou o recuperado Jonas, em parelha com Jiménez, ambos titulares pela primeira vez na Liga 2016/2017. Já o Nacional dispôs-se num 4-2-3-1 que rapidamente se poderia mutar num 4-5-1: Washington a trinco, Salvador Agra e Witi nos corredores do ataque e Ricardo Gomes na ponta da lança, sem esquecer o cérebro das operações a meio-campo, Tiago Rodrigues.

Ghazal ajudou Benfica, Tobias assustou...mas por pouco tempo

Com um arranque dinâmico de parada e resposta, ambas as equipas colocaram-se mutuamente em sentido: o jogo, aberto, convidava às incursões de ruptura, mas foi de um lance de bola parada que o nulo inicial se desfez. Pizzi marcou o livre e Ghazal, infeliz, introduziu a bola nas redes do guarda-redes Rui Silva. Dezassete minutos jogados e o Benfica adiantava-se no marcador. Apesar da vivacidade do jogo, escassas seriam as chances de golo durante a primeira parte. No arranque da segunda metade, foi o Benfica a estar perto do golo, com Salvio a alvejar o poste num remate potente à passagem do minuto 53.

A intensidade das Águias aumentava e seria, dois minutos depois, Jonas a desperdiçar o golo da tranquilidade: cruzamento vindo da direita, com o avançado brasileiro a matar no peito e a disparar um remate à queima-roupa, que Rui Silva susteve de forma brilhante. Não marcou o Benfica, celebrou o Nacional: Agra avisou Júlio César aos 63 minutos (livre directo que o brasileiro sacudiu com dificuldade) e, um minuto depois, Tobias Figueiredo empatava a contenda, através de um cabeceamento magistral descoberto pelo canto meticuloso de Agra.

Carrillo demorou apenas 3 minutos para fazer a diferença

Perante o golo do Nacional, Rui Vitória não desfez os planos e manteve a decisão de lançar Celis no jogo, retirando André Horta; Pizzi também abandonou o relvado, para dar lugar ao peruano Carrillo. E seria mesmo o extremo ex-Sporting a anular a igualdade, apenas três minutos depois de entrar: Salvio ganhou a linha, furou a área alvinegra e, perto da pequena área, assistiu o peruano, que, com classe, desviou-se do oponente e fuzilou as redes desamparadas do Nacional. Destaque também para o passe picado de Jiménez que descobriu o desmarcado Salvio.

Nacional azarado viu Jiménez marcar o segundo na Liga

Em desvantagem, Manuel Machado lançou Okacha e Bonilla, tentando dar maior profundidade ao jogo do Nacional, mas o azar bateu à porta quando o egípcio Aly Ghazal teve de abandonar as quatro linhas, devido a uma lesão na cabeça. Em inferioridade numérica (a equipa da casa havia já gastado todas as substituições) a partir dos 84 minutos, os madeirenses perderam fulgor, acabando por sofrerem o 1-3 aos 90+1 minutos: a potência física de Raúl Jiménez surpreendeu Washington, que perdeu o lance para o mexicano. Isolado, o avançado bateu Rui Silva sem qualquer dificuldade.

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