O Barcelona não pode perder?
Foto: Marca.com

Confesso que como seguidor do Real Madrid torço, ou melhor, torcia para que o Barcelona passasse pelo Bayern. Além do medo tremendo que tenho da equipe bávara, adoraria ver o Real Madrid conquistando a tão sonhada ‘décima’ em cima de seu maior rival. Claro, o Real vai ter dificuldades contra o Borussia Dortmund e aquela coisa toda, mas a minha torcida era por uma final espanhola.

Porém, pelo menos na partida de hoje, eu não acreditava numa vitória do Barça. Muito menos numa goleada do Bayern. Apostei em 3 a 1 para o atual campeão alemão e torci por eles, pois apesar de querer uma final espanhola, não consigo torcer para o time que ‘revolucionou o futebol’. Nem tanto pelo time, pelos valores que pregam (um pouco de risos) e etc., mas sim pela babação da mídia, que vende uma imagem um tanto quanto superficial da equipe que um dia foi a melhor do mundo. Há muito tempo não é.

Tá, também não é há tanto tempo assim. Desde que acompanho o dia-a-dia do Real Madrid (julho de 2009), leio que o Barcelona é o melhor time Espanhol e do mundo. Porém, desde que Benzema deu aquele chapéu desconcertante em Puyol para marcar um golaço na volta das quartas-de-final da Copa do Rei de 2011/12, no Camp Nou, tenho pra mim que o Real passou a jogar, se não melhor, de igual para igual com eles. Aquela partida, só para constar, acabou em 2 a 2, porém, por ter vencido no Bernabéu por 2 a 1, o Barcelona avançou de fase e posteriormente sagrou-se campeão – o árbitro anulou um gol legal do Real, expulsou Ramos sem mais nem menos e enfim. Nesta temporada, nem é preciso dizer qual time está melhor, basta olhar os resultados dos últimos clássicos.

Pois bem, hoje o time do salvador Messi, que entrou e decidiu o jogo contra o PSG, tomou aquele famoso preju. Como diz o ex-jogador e hoje comentarista Denílson, foi 4 a 0 fora os ameaços. Um banho no esquema tático que, para muitos, não é chato e entediante. Pra mim é, assim como o da seleção da Espanha. Garanto que se eles não fossem vitoriosos, seriam.

Depois de tantos títulos conquistados, tantas partidas memoráveis, como aquela contra o Chelsea na semifinal da Champions de 2008/09 e afins, eis que o atual ciclo culé acabou?

Por que não acabou na temporada passada quando foi eliminado dentro de casa para o Chelsea? O Bayern de Munique não teria condições de vencer o melhor Barcelona de todos os tempos? E se esta geração, agora chamada de ultrapassada, voltar a chegar numa semifinal na próxima temporada?

Cheguei a ler hoje que “para uma nova dinastia começar, uma tem que acabar”. Mas aonde fica o Real Madrid no meio destes seres divinos? Será que Özil, CR7 e companhia estão atrás de Barcelona e Bayern? O difícil é que estas mesmas pessoas que falam sobre a soberania de um, e de outro, não vão, com a mais absoluta certeza, se atrever a cravar um vencedor na final de maio. E, se o Barça chegar na próxima Champions e voltar a ser eliminado – já estou contando com a eliminação desta temporada mesmo, e você também está -, vão dizer as mesmíssimas coisas. Dá um ‘ar’ de histórico dizer que “a dinastia acabou”, né? Interessante.

Graças a Deus, no meu 'mundinho' de um mero torcedor, dois excelentes times podem se enfrentar sem essa de acabar com a dinastia de um, ou de outro. Dinastia essa que, se olharmos bem, nunca teve. E se teve, já acabou. Ou já era para ter acabado.

É de se considerar o trabalho que o Bayern vem fazendo há muito tempo. Não só nesta temporada. O do Barcelona também, o do Real, Borussia, Manchester United... Sem essa de soberania, porque não existe uma soberania no futebol europeu.

E, para terminar, uma curiosidade: hoje o Barcelona terminou a partida com 66% de posse de bola. Não vale a pena exaltar este fato ou vai soar meio que ridículo? 

VAVEL Logo