Ruud Gullit  diz que estádios da Itália são velhos e dispara: "Esse é o problema do futebol italiano"

O holandês Ruud Gullit jogou e foi ídolo do Milan entre as décadas de 1980 e 1990, consagrando-se bicampeão europeu no período, além de ter vencido três edições do Campeonato Italiano, duas delas em sequência.

Desde a época de ouro de Gullit nos gramados europeus até os dias atuais, contudo, não dá para dizer que os estádios de futebol mudaram muito na Bota. Ou melhor, com algumas pequenas exceções, como é o caso do estádio Friulli, em Udine, são raros os palcos que passaram por obras maiores de reformulação.

Para Gullit, ligado à organização de eventos esportivos após a aposentadoria, este é o calcanhar de Aquiles do futebol italiano. "É estranho ver estádios vazios, houve um dia em que levei meu filho para ver o jogo entre Milan e Cesena e ele ficou como quem diz 'o que é isso?', pois não havia ninguém lá", comentou o holandês que brilhou, sobretudo, sob comando do histórico treinador Arrigo Sacchi.

"O problema [do futebol do Belpaesesão os estádio antigos, mas os resultados em campo mostram que sua interpretação nesse sentido é correta", acrescentou.

Outro assunto que esteve presente na longa entrevista ao diário Gazzetta dello Sport foi o racismo, partindo da recente acusação do atacante Mario Balotelli, que diz ter sido vítima de cânticos preconceituosos vindo da arquibancada na partida envolvendo Nice e Bastia, pelo Campeonato Francês.

"Em Nápoles, eles (os torcedores do Napoli) me chamavam de 'negro', mas eu não considerava racismo, acho que eles estavam apenas assustados. Sempre joguei o meu melhor e no final eles até me aplaudiam", revelou.

"O mesmo acontece nas faltas: se você me bater, eu daria o troco imediatamente. Você não pode só abaixar e reclamar, eu não queria isso", encerrou Gullit.

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