Quatro times, quatro identidades: características dos semifinalistas da Champions
Imagem: Divulgação / Champions League

Bundesliga é o campeonato fraco e a Ligue 1 é quase várzea! Com certeza, em algum momento da sua vida, você já ouviu essa afirmação a respeito das ligas de Alemanha e França. Elas não colocadas como as melhores da Europa, mas, obviamente, têm seus valores muito altos. Quando se trata de Champions League 2019-20, esse valor é triplicado. Por que? Basta só ver quem são os semifinalistas da edição: os franceses Lyon e PSG e os alemães RB Leipzig e Bayern de Munique. Todos os quatro com boas chances de serem campeões. Mas tudo isso não é coincidência.

Não por zebra, mas por competência: Lyon tirou Manchester City, PSG despachou a Atalanta, RB Leipzig deixou para trás o Atlético de Madrid e Bayern de Munique massacrou o Barcelona. Assim, mostraram seus potenciais nas quartas de final. As quatro equipes têm suas características evidentes em 2019-20.

Badalado Paris Saint-Germain

Astros mundiais lideram grupo parisiense (Foto: Divulgação / PSG)
Astros mundiais lideram grupo parisiense (Foto: Divulgação / PSG)

Primeiro, Paris Saint-Germain é uma constelação de estrelas bilionárias. O alto investimento foge à regra dos outros três semifinalistas. Astros mundiais como Thiago Silva, Di Maria, Neymar e Mbappe roubam a cena a todo instante, principalmente os dois últimos da lista. O camisa 10 e o 7  (Neymar e Mbappe) são os maiores exemplos disso: destaques de outros times que chegam com badalação de craque a Paris. Mas o mesmo não acontece no outro francês das semifinais.

Organizado Lyon

Um time unido jamais será vencido? (Foto: Divulgação / Lyon)
Um time unido jamais será vencido? (Foto: Divulgação / Lyon)

Depois de começar mal a temporada nas mãos do técnico brasileiro Sylvinho, o Lyon contratou o francês Rudi Garcia, que rapidamente deu jeito na equipe. Talvez, o mais badalado do time seja o holandês Memphis Depay, mas quem dita o ritmo do meio-campo é o francês Aouar e o brasileiro Bruno Guimarães. Ou seja, percebe-se logo de cara a diferença de investimento entre os dois clubes da França. Isso não faz com que o OL fique muito para trás do PSG, pois sabemos que futebol é um esporte coletivo, e essa coletividade sobra no clube de Lyon.

Equilibrado Bayern de Munique

Foto: Divulgação / Bayern de Munique
Massacrar o Barcelona mostrou a força bávara (Foto: Divulgação / Bayern de Munique)

Ninguém nunca goleou o Barcelona numa quartas de final de Champions por 8 a 2. Aliás, o Bayern de Munique já, na semana passada. A evolução que os bávaros tiveram desde a saída do técnico croata Niko Kovac e efetivação do auxiliar Hans Dieter-Flick é gigantesca. Com os títulos da Bundesliga e Copa da Alemanha no bolso, o Bayern vai atrás de sua tríplice coroa com um plantel entrosado. Em sua melhor fase da carreira, o atacante Lewandowski é a cereja do bolo colorado, porém não está sozinho. Muller é seu melhor companheiro e conhecedor profundo das raízes do time. No entanto, o sistema defensivo com o lateral canadense Davies e o volante alemão Kimmich briga com o pessoal do ataque para ser o ponto-chave da equipe. Isso demonstra equilíbrio, que também é visto no outro clube alemão.

Jovem RB Leipzig

Técnico Julian Nagelsmann, de 33 anos, é um dos destaques do Leipzig (Foto: Divulgação / RB Leipzig)
Técnico Julian Nagelsmann, de 33 anos, é um dos destaques do Leipzig (Foto: Divulgação / RB Leipzig)

De todos semifinalistas desta edição, o RB Leipzig é o que tem o técnico mais jovem: Julian Nagelsmann, de 33 anos. Ele pode ser tachado como a figura filosófica da mentalidade da franquia Red Bul na Alemanha. Jovem, com estudos e capacidade de colocar em prática suas teses teóricas. O comandante alemão conseguiu organizar e harmonizar bem seus touros vermelhos nesta Champions — a primeira que o RBL avançou ao mata-mata. Sua principal peça é o maestro do meio de campo Sabitzer. O austríaco lidera a posse de bola leipziguiana e conta com mais três nomes fundamentais: Nkunku (meia-esquerda), Olmo (meia-atacante) e Poulsen (atacante). Mas a defesa também é segura: dupla de zaga com Halsteberg e Upamecano e um goleiro Gulacsi seguro. Lembrando que o meia sueco Forsberg é o mais velho do time, com 28 anos. Ou seja, a juventude estã nas veias do RB Leipzig.


Agora, com jogo único por conta do atrasado devido à pandemia de Covid-19,as duas semifinais serão as provas cabais de quem consegue se sair melhor sobre o outro. Primeiro, às 16h desta terça-feira (18), RB Leipzig e Paris Saint-Germains se enfrentam no Estádio da Luz, em Lisboa. Depois, Lyon e Bayern de Munique jogam às 16h da quarta-feira (19), também em Lisboa, mas no Estádio José Alvalade. E você acompanha tudo ao vivo aqui, na VAVEL Brasil.

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