Juventude e Grêmio ficam no empate em Caxias do Sul
Jogo foi marcado por dois rojões, atirados por vândalos infiltrados na torcida gremista (Foto: Fernando Gomes/ Agência RBS)
A equipe principal do Grêmio seguiu à risca a cartilha de despedida da equipe sub-23, sendo dominada pelo Juventude do primeiro ao último minuto do primeiro tempo, exatamente como aconteceu contra o Brasil de Pelotas. Com péssima atuação na etapa incial, a torcida gremista viu Diogo Oliveira e Douglas atormentarem a defesa. Os sustos causados pela sequência de falhas individuais, sobretudo as de Pará e Bressan, começaram cedo.
 
Aos 12 minutos, Pará apanhou da bola (literalmente) e cedeu o primeiro escanteio para os mandantes. Na cobrança a zaga afastou, mas Zé Roberto permitiu a finalização de Diogo Oliveira. O chute encontrou a cabeça de Zulu, livre para abrir o placar no Alfredo Jaconi. Marcelo Grohe ficou estático no lance, reclamando do posicionamento defensivo, que teria atrapalhado a sua visão.
 
Ofensivamente, o Grêmio padecia com a forte marcação dos três volantes do Juventude. Zé Roberto era a peça mais acionada do meio para a frente, sofrendo inúmeras faltas, porém, sem nenhuma finalização ou assistência para Kléber e Barcos. Maxi Rodríguez, destaque contra o Aimoré na Arena, não manteve o desempenho. Pará e Edinho, os únicos com liberdade para armar os ataques, abusaram dos lançamentos e cruzamentos errados.
 
Aos 43, os visitantes finalizaram pela primeira vez na direção do goleiro Fernando. Ramiro ficou com a sobra de Barcos e tentou o chute colocado, sem força, para fácil defesa do arqueiro. Um minuto depois, Wendell apareceu na posição de Zé Roberto e encontrou o camisa 10 na ponta esquerda de ataque. Livre de marcação, Zé rolou para o meio da área para Kléber, atrasado e mal posicionado, chutar pra fora.
 
No início da segunda etapa, com um minuto de jogo, aconteceu o lance mais perigoso do Grêmio, quando a torcida atirou um rojão na goleira defendida por Fernando, ex-jogador do tricolor, e o jogo ficou momentaneamente paralisado. Aos seis minutos, o lateral-esquerdo Julinho passou por Maxi Rodríguez e cruzou para perigosa cabeçada do atacante Douglas. A bola percorreu toda a pequena área gremista e se perdeu pela linha de fundo.
 
Três minutos depois, Maxí Rodríguez apareceu no campo de ataque e colocou na cabeça de Kléber, que mandou fraco, no meio do gol. Foi somente aos 19 do segundo tempo que o Grêmio chegou com perigo. Pará rolou para Barcos, que finalizou de fora da área, com a perna esquerda, com ótima defesa de Fernando.
 
Para resolver a inoperância do meio-campo, que abusava dos lançamentos para Kléber e Barcos, aos 21 minutos o técnico Enderson Moreira substituiu Maxi e promoveu a entrada de Jean Deretti. Aos 28, Edinho deu lugar ao volante Riveros. Bastaram três minutos após a segunda substituição para a estrela do treinador brilhar. Riveros lançou e a zaga alviverde afastou, no pé de Wendell. O lateral, a peça mais lúcida e perigosa do time gremista, avançou e enfiou para Jean Deretti, que chutou cruzado. Fernando espalmou para o meio da área e Wendell, livre, só empurrou para a rede, marcando o seu primeiro gol com a camisa do Grêmio. 
 
Torcida prejudica equipe gremista
 
Quando o Grêmio dominava as principais ações da partida e esboçava a virada no placar, a torcida voltou a ser protagonista, lançando o segundo rojão na direção do goleiro Fernando. Dessa vez, o artefato caiu ao lado do jogador, que por pouco não foi atingido.
 
O episódio esfriou as ações gremistas e aos 44 o Juventude puxou ataque pelo lado esquerdo. No cruzamento, Wendell afastou para escanteio e quase emulou Gilson, ex-lateral do Grêmio, em 2011 (assista a partir dos 3 minutos). Felizmente, para os tricolores, a bola foi para fora.
 
Quando tudo indicava que o placar permaneceria em 1x1, a equipe principal do técnico Enderson Moreira insistiu em imitar o sub-23. Mas, desta vez, a chance nos acréscimos foi do tricolor e não dos donos da casa. Wendell (que faz com que o torcedor não sinta falta alguma de Alex Telles, tampouco de Gilson) cruzou com perfeição (eu disse que Alex Telles não deixou saudades) para Bressan mandar no travessão a última chance do jogo, levando muito mais perigo a Fernando do que a penalidade desperdiçada por Forster, aos 50 de jogo na última quarta-feira, no Bento Freitas.
 
O resultado deixou o Juventude em terceiro lugar no grupo A, podendo ser ultrapassado por Brasil de Pelotas, Veranópolis e Esportivo. O Grêmio ainda lidera o grupo B, mas torce para que o Caxias não vença o Lajeadense. O tricolor também pode ser ultrapassado se o Cruzeiro derrotar o Internacional na estreia dos titulares de Abel Braga.
 
Apesar de subir duas posições na tabela, a Papada sofre com o péssimo desempenho do time, que ainda não venceu em casa. Já o Grêmio permanece sem derrotar o Juventude no Estádio Alfredo Jaconi e faz com que a torcida sofra ao lembrar de Jonas, autor dos dois gols da última vitória gremista no Jaconi, em 2010, por 2x1. Na ocasião, Gustavo marcou o de honra do Juventude.
 
Na próxima rodada, o Grêmio enfrenta o Veranópolis, 19h30min, na Arena. Já o Juventude visitará o Passo Fundo, no Vermelhão da Serra, em jogo válido pela sétima rodada do Gauchão, pois o clássico Caju - marcado para a sexta - foi originalmente colocado no dia 26 de fevereiro.
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