Após confusão, Adidas assume culpa pela ideia dos uniformes comemorativos
Paulo Nobre e Leila Pereira na apresentação da Crefisa como patrocinadora do clube (Foto: Divulgação/Palmeiras)

Nessa semana, ocorreu um caso no mínimo estranho no Palmeiras, envolvendo a diretoria e todos os patrocinadores do clube, o que aconteceu foi que o presidente Paulo Nobre juntamente com a Adidas feito planos de lançar um uniforme comemorativo homenagiando a década de 90 do clube (época dos títulos de maior expressão alviverde, inclusive a Libertadores em 99), porém, para manter o uniforme o clube teria que expor a marca do antigo patrocinador, a Parmalat, e isso não parecia ser um problema para a diretoria, até que as outras duas grandes patrocinadoras do clube decidiram intevir, a Crefisa juntamente com a Faculdade das Américas ameaçaram rescindir o contrato com o clube paulista, alegando que essa era uma atitude anti-ética e amadora por parte do presidente Paulo Nobre.

"Acho, um profissional não faria isso jamais. Eu defenderia sempre as marcas das nossas empresas. Não começamos ontem, não será um dirigente que vai denegrir nossa imagem. O problema não é a instituição, nunca abandonaremos, mas quando um dirigente estampa a marca de outro patrocinador que não paga um centavo ao clube, o que nos resta? palavras de Leila Pereira dona de ambas as empresas."

Em sua defesa e da instituição, o presidente alviverde alegou que a idéia teria partido da Adidas, e que já teria sido excluídas dos planos do clube.

"Tão logo fomos informados de que nosso principal patrocinador não concordou, encerramos a discussão e vetamos o prosseguimento do projeto. Reiteramos nossa gratidão e respeito à Crefisa e a seus proprietários, que não medem esforços para ajudar a Sociedade Esportiva Palmeiras – diz o comunicado enviado pelo clube à imprensa."

Após o ocorrido as patrocinadoras garantiram que não vão quebrar o contrato, porém, deixou bem nítido que a confiança com a gestão diminuiu consideravelmente.

"Vamos cumprir de forma rigida o que foi combinado, mas se  Paulo Nobre criar algum problema às nossas marcas, sou forçada a tomar uma atitude. Em hipótese nenhuma quero prejudicar o Palmeiras, mas se tomar uma atitude como essa de novo, serei obrigada a tomar uma providência."

Nesta segunda-feira, a Adidas assumiu 100% da responsabilidade com a tentativa falha de promover o novo uniforme, e ressaltou o comprometimento do presidente Paulo Nobre em sempre manter a melhor relação possível com seus patrocinadores.

A adidas esclarece que a proposta da camisa retrô, inspirada nos uniformes da Sociedade Esportiva Palmeiras do início da década de 90 (com patrocínio da Parmalat), partiu da empresa, para eventualmente ser implementada, somente caso o clube e seus demais patrocinadores estivessem totalmente de acordo, assim como são feitos todos os processos de aprovação de produtos entre adidas e o clube.
 

"A adidas jamais teve intenção de causar qualquer transtorno entre o clube e seus patrocinadores. Com uma das parcerias mais profissionais e bem-sucedidas do futebol brasileiro, adidas e Palmeiras, sempre prezam pela inovação, respeito e pelo serviço aos torcedores. Foram propostas ousadas e inovadoras que possibilitaram a criação de produtos como a camisa verde limão, a amarela e a azul com a Cruz de Savóia.
 

Reforçamos ainda a postura do Presidente Paulo Nobre, que sempre preza pela relação clube e patrocinadores, procurando sempre conciliar os interesses de cada um."

Juliana Monteiro
Analista de Amplificação

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