Guia VAVEL do Campeonato Gaúcho 2016: Lajeadense
Foto: Divulgação / Lajeadense

O Clube Esportivo Lajeadense teve seu início no dia 23 de abril de 1911, sediado na cidade de Lajeado, Rio Grande do Sul. Com 104 anos, é um dos 25 clubes mais antigos do Brasil. Sua fundação ocorreu por um grupo de amigos (Deodato Borges de Oliveira, Carlos Gravina, Álvaro da Costa Mello, Fritz Plein e Paulo Lima) que se reuniam para jogar futebol todos os finais de semana, em um campo improvisado no “potreiro dos Berner”.

As cores oficiais do Alviazul são: azul e branco; por influência dos fundadores do Lajeadense, que eram ligados ao Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. 

A Arena Alviazul

Arena Alviazul em Lajeado (Foto: Henrique König / VAVEL Brasil)

A atual casa do Lajeadense, o Estádio Alviazul, foi inaugurado em 25 de janeiro de 2012. Atendendo às exigências para o padrão FIFA de estádios de futebol, possui estrutura moderna, com ampla área física. Junto com os campos suplementares de treinamento, a futura Arena, está situada dentro do Complexo Nilson Giovanella. Sua capacidade é para sete mil pessoas sentadas, dezenove camarotes, sala de fisioterapia, academia de musculação, refeitório e cozinha. Localizado no bairro Floresta, cerca de cinco quilômetros do centro de Lajeado.

As primeiras formações

O primeiro mandatário do Lajeadense foi Deodato Borges de Oliveira. Nascido em Taquari, em 1885, mudou-se para Lajeado em 1903, onde trabalhava de escrivão distrital de Santa Clara do Sul. Muitas histórias cercam o fundador Deodato, uma delas, relata que ele se deslocou de cavalo de Santa Clara do Sul, para assistir um jogo do Alviazul no Florestal. Chegando ao estádio, não o reconheceram e cobraram-lhe ingresso. O então mandatário retornou para casa e nunca mais voltou a assistir uma partida do clube no qual foi fundador. 

Os diretores e sócios do Lajeadense, também foram os primeiros atletas do clube. O inaugural plantel do Alviazul era constituído por: Lima, Plein, Plein II; Edmundo Fett, Ernesto Schmidt e Oliveira; João Petry, Henrique Ritter, França Moersch e Willi Hexsel. Nenhum jogador recebia salário, era o verdadeiro futebol praticado por amor à camisa. Tendo em vista que não existiam vestiários no campo, os atletas vinham com seu fardamento de casa. Estes, adquiridos com os salários que os futebolistas recebiam em seus empregos.

O Alviazul começou a ganhar destaque no cenário regional já na sua primeira década de existência. Enfrentando equipes da região, sagrou-se campeão do Alto Taquari. Por ser escasso o número de competições, o clube realizava amistosos regionais. Para transportar a comissão técnica e jogadores, quando os jogos eram fora de casa, um caminhão de carga era o único meio acessível. Pelas péssimas condições das estradas, as viagens se tornavam exaustivas e, principalmente, desconfortáveis. Mesmo com todos os contras, a chegada do time era celebrada com foguetes por parte da população, uma forma de retribuição ao esforço coletivo.

Primeiros estaduais

Em 1926, ocorreu a inicial participação do Clube Esportivo Lajeadense em campeonatos estaduais. Sendo o único representante da terceira região, o Alviazul enfrentou o Juventude na final da Zona Noroeste e conquistou o título em dezembro daquele ano, com o placar apertado de 5x4 na equipe caxiense. O Lajeadense voltou a conquistar o título da terceira região em 1927, aplicando 3x0 em cima do Santa Cruz. 

A primeira competição estadual do Lajeadense foi disputada na década de 30. No Vale do Taquari, foi criada uma liga para organizar competições regionais, sendo chamada de Liga de Futebol do Alto Taquari (LFAT). Lajeadense, Estrela, Encantado, Corvense, Concórdia de Roca Sales e Avante, foram os seis times que tiveram participação no primeiro campeonato da liga.

Um pavilhão de madeira foi construído no antigo Florestal, em 1948. Quem pagasse um valor diferenciado pelo ingresso, tinha direito a camarotes reservados, o que era considerado luxo naquela época. A formação do ano de 1949 é uma das maiores curiosidades da década de 40. Onze titulares formavam um grande time, entretanto, não havia reservas. O plantel: Schimitão, Oli e Baldo; Darci Schimitt, Ivo Brenner e Agenor Gravina; Rudi Grun, Biquinho, Ênio, Costinha e Kasper. O comandante da equipe era o Risada. Os atletas se dividiam em outras atividades, com treinamentos só duas vezes por semana e o esquema de jogo era no formato W-M.

O primeiro título conquistado na história do Lajeadense foi no ano de 1959. Competição esta, que teve seu início em setembro de 1959 e seu término em 1960, com a participação de 25 clubes. Disputada com Encantado, Estrela e Avenida, o Alviazul ficou em primeiro na Zona Centro. Obteve vitórias sobre o Atlântico em Erechim e Nacional no triangular final. Após, empatou sem gols com o Nacional e foi derrotado pelo Atlântico. Porém, com o empate por 1 a 1 entre Atlântico e Nacional na última rodada, o Lajeadense foi campeão do torneio.

Depois de conquistar um título em 1959, o plantel (Rogério, Roque Lopes, Nestor, Paulo Heineck, Paulo Kieling, Luciano Scherer, Hélio Mallmann, Antoninho e Ênio Chaves) considerado símbolo para a torcida e que marcou história no clube pendurou a chuteira na metade da década de sessenta. O desafio foi encontrar uma geração capaz de retomar a popularidade, pois, os torcedores deixaram de frequentar os estádios, não aceitando a ideia de novos jogadores.

A ida ao Florestal

Antigo estádio Florestal (Foto: Everton Dresch)
Antigo estádio Florestal (Foto: Everton Dresch)

O Estádio Florestal, localizado no bairro de mesmo nome, foi utilizado pelo Lajeadense até 2011. Sua inauguração aconteceu no ano de 1961, sendo o primeiro estádio do interior do Rio Grande do Sul a ter pavilhão. Em 2010, foi vendido a um grupo de empresários e em 2012, o demoliram. Antes, o Alviazul utilizava outro estádio, chamado também de Florestal, com sua localização na Avenida Benjamin Constant. 

O Lajeadense passou a treinar em seu novo estádio, o Florestal, em 1963, depois de adquirir uma nova área. O primeiro gol foi marcado por Antoninho na partida de inauguração diante do São José. Na época, as irregularidades do gramado dificultavam o melhor desempenho dos atletas, estes, formados em times amadores, que preparavam os esportistas para o Alviazul. Entre os jogadores que se destacaram nesta década estão: Volmir, Poletto, Milton Klein e Jacy. 

Em 1973, devido à paralisação do futebol profissional, os departamentos de futebol do Clube Esportivo Lajeadense e São José se uniram e fundaram a Lajeado Associação de Esportes (LAE). O Lajeadense cedeu para a LAE toda a sua estrutura e a prefeitura comprou o campo do São José. Tanto a torcida do Lajeadense, quanto a torcida do São José não ficaram satisfeitas com essa mistura, pelo fato da rivalidade existente entre as equipes. A LAE disputou sua primeira competição em 1974, na segunda divisão. Com uma vitória em cima do Igrejinha, se classificou para a primeira divisão. Em 1975, a torcida lotava o Florestal para assistir clássicos contra Estrela, Encantado e principalmente, confrontos com a dupla Gre-Nal. 

Pela segundona de 1979, o Alviazul superou adversários de todas as regiões do Estado e ficou campeão da competição que se estendeu por mais de seis meses. Com gol de Itamar, sobre o Aimoré, o título foi dado ao Lajeadense com uma rodada de antecedência. Com Chaveco no comando da equipe, o Lajeadense sagrou-se campeão.

Em 1986, após cinco anos afastado da primeira divisão do futebol gaúcho, o Alviazul disputou com 30 equipes, uma das duas vagas que garantiam a passagem de volta à elite do Gauchão. A partida decisiva ocorreu em Erechim no octogonal final. O placar permaneceu no 0 a 0 e a torcida voltou-se para o confronto entre São José e Passo Fundo, que teriam que terminar também empatados. O resultado esperado se concretizou, e com ele, a vaga garantida na elite do futebol gaúcho, em 1987. Para ir a Erechim, torcedores lotaram seis ônibus e no retorno, Lajeado paralisou esperando os ídolos. Time-base: Edison, Giba, Eliseu, Nico e Juarez; João Luiz, Peninha, Manoel, Volnei e Betinho.

Surgiu em 1991 um dos maiores times da história do Lajeadense. A equipe era formada por atletas jovens, competentes, que alcançaram o melhor resultado de todos os tempos na elite do futebol gaúcho, chegando à quarta colocação do Campeonato Gaúcho, atrás somente de Grêmio, Inter e Juventude.

Confronto com a Seleção Brasileira e últimas décadas

O Lajeadense recebeu destaque em âmbito nacional em julho de 1991, quando foi escolhido para enfrentar a Seleção Brasileira de Falcão num amistoso. Isto só se tornou possível, graças à disciplina demonstrada em campo e a campanha que o clube desempenhava. O Canarinho que se preparava para a Copa América, ganhou do Alviazul pelo placar de 4x0.

Outra vez entre os melhores, em 1993 o Lajeadense terminou a primeira fase do Gauchão na terceira colocação, atrás de Caxias e Ypiranga. Disputou a segunda fase da competição pelo grupo C e conquistou lugar no octogonal final. O Alviazul conseguiu quatro vitórias, em disputas com Grêmio, Inter, Juventude, Pelotas, Inter-SM, Guarany de Cruz Alta e Grêmio Santanense. Sendo a mais significativa diante do Internacional, disputada em Lajeado, por 2 a 1. Sem a presença de representantes do Lajeadense, um julgamento resultou em punição para o atacante Renato Teixeira, que na rodada seguinte, foi escalado sem que o resultado do julgamento fosse do conhecimento do clube. O Alviazul foi punido com a perda de cinco pontos, e dessa forma, desperdiçou a chance de ser vice-campeão e conquistar vaga na Copa do Brasil.

Em 1998, o Lajeadense participou da Copa Abílio dos Reis e tornou-se campeão da mesma, somando 29 pontos, conquistando a classificação para a primeira divisão. As estrelas do time eram: Ênio, Vandeco e o artilheiro Jorjão, que entre 1997 e 2003 aproximou-se de uma centena de gols, grande marca do clube.

Por iniciativa do presidente Darlei Christ, o Lajeadense teve as portas fechadas durante um ano, depois de inúmeras temporadas acumulando dificuldades financeiras. Empresários locais resolveram reabrir o clube com uma nova ideia: construir um estádio moderno, num bairro afastado, com dinheiro da venda de área localizada em região nobre da cidade. A negociação teve final feliz e o Alviazul faturou valor de R$6,5 milhões.

De acordo com a projeção da direção, o Lajeadense voltaria à elite do futebol gaúcho em 2011, no ano de seu centenário. O destino quis adiantar esse retorno, e a volta à primeira divisão tornou-se realidade em 2010. O Alviazul conquistava novos sócios com a campanha “Lajeadense rumo ao seu coração” e o time correspondia com vitórias. O time era quase todo formado por jovens, selecionados em peneirões, no início de 2009. O "Dense" terminou na segunda colocação da chave, na segunda fase. Na etapa seguinte, venceu cinco, empatou uma e não perdeu, mostrando para a sua torcida que queria chegar na frente. Com sete pontos de vantagem do segundo colocado, encerrou na liderança do grupo. 

O clube manteve a sequência e em 19 de junho de 2010, pelo placar de 3 a 0 (Robert, Rudiero e Castiano) ante Cruzeiro, garantiu o acesso ao Gauchão de 2011. Depois de 12 anos fora, o Alviazul retornava à primeira divisão.

Lajeadense campeão da Copa Sul-Fronteira de 2014 (Foto: Henrique König / VAVEL Brasil)

Conquistas recentes na Arena Alviazul

Sem erguer uma taça há dezesseis anos, em 2014 o Alviazul triunfou nos gramados do Rio Grande do Sul, entrando para história pela conquista da Tríplice Coroa (Copa Fernandão; Copa Sul-Fronteira e Super Copa Gaúcha).  A equipe comandada pelo técnico Luiz Carlos Winck foi a primeira a conseguir esse feito.

O plantel campeão era formado por: Giovane, Tiago Machado, Everton, Laércio, Márcio Goiano, Marabá, Matheus Santana, Paulo Josué, Vinicius, Michel e Gilmar. O Lajeadense disputou também a Copa do Brasil, onde foi eliminado pelo Bragantino. No Campeonato Brasileiro da série D, não obteve classificação.

Logo na primeira rodada do campeonato estadual de 2015, mais um título foi levantado pelo clube. Enfrentando o Internacional, no estádio Alviazul, partida que valia por duas, culminando no título da Recopa Gaúcha, o Lajeadense ganhou este troféu nos pênaltis. Empate em 1 a 1 no tempo normal, com gol de Gilmar para o time da casa e Ernando pelo colorado. Na tabela, o resultado contou um ponto para cada clube. Porém, como a partida valia a taça da Recopa, o título foi decidido nas penalidades. E nesta, brilhou a estrela do experiente goleiro Luiz Muller, que defendeu duas cobranças. Em quatro meses, a Recopa Gaúcha foi o quarto título do “Dense”.

No Gauchão, chegou as quartas de final, onde foi eliminado pelo Brasil de Pelotas, com o placar negativo de 2 a 1, encerrando a competição na quinta colocação.  Depois da eliminação, o foco firmou-se na Copa do Brasil. Nesta, com a vantagem de ter vencido o primeiro jogo em casa, pelo placar de 2x1, diante do Bragantino, o Alviazul foi para a decisão, em São Paulo, com os pés no chão, sabendo da qualidade de seu adversário. O time de Lajeado precisava apenas de um empate para seguir sonhando com uma classificação inédita, entretanto, perdeu pelo placar mínimo, em falha do arqueiro Muller, e deu adeus à competição.

No segundo semestre, iniciou a disputa pela Série D do Campeonato Brasileiro. O “Dense” conseguiu chegar até as quartas de final, onde acabou sendo eliminado pelo River Plate-PI. No jogo de ida, no Piauí, o Lajeadense sofreu com o calor e com o ímpeto da equipe Piauiense, e acabou perdendo pelo largo placar de 3 a 0, o que deixou o time gaúcho em situação desesperadora. Na partida de volta, no estádio Alviazul, a zaga do River foi competente e segurou empate em 1 a 1, o que pôs fim no sonho do Lajeadense em chegar à Série C do Brasileirão.

O Lajeadense não se mostrou abalado pela eliminação nas quartas de final da Série D e tratou logo de conquistar o título da Copa Luiz Fernando Costa, pelo placar de 1 a 0, ante Pelotas, na Boca do Lobo. Com o resultado, garantiu vaga para a Supercopa. A conquista foi o segundo título estadual do Alviazul na temporada.

Pela Supercopa, o Lajeadense chegou até a semifinal. O Cruzeiro venceu o Alviazul por 1 a 0, pela partida de ida. Na volta, jogando em casa, o “Dense” fez 2 a 1 sobre o time de Cachoeirinha, resultado insuficiente para conquistar a vaga. Na temporada de 2015, esta, foi à última partida. 

Experiência para defender a meta: o ex-colorado Lauro

Lauro defende pênalti em torneio de preparação
Lauro defende pênalti em torneio de preparação (Foto: José Roberto Gasparotto)

O destaque da equipe e principal reforço do Lajeadense para o ano de 2016 é o experiente goleiro Lauro, de 35 anos. Após praticamente abandonar o futebol, o arqueiro decidiu retomar a carreira. O jogador estava sem clube e treinava com um preparador em Andradina, no interior paulista, após disputar o Paulistão pelo Bragantino. Conhecido do torcedor colorado, Lauro foi titular na campanha do título da Copa Sul-Americana em 2008, campeão da Libertadores, em 2010 e Recopa em 2011.

Lauro foi seduzido pela vitrina da Copa do Brasil, competição na qual o Alviazul tem presença garantida. A diretoria do Lajeadense aposta todas suas fichas no goleiro, acreditando que por ser um veterano com bagagem no esporte, possa servir de trunfo neste conturbado início de ano. Ao ser apresentado no “Dense” o arqueiro falou sobre sua característica no futebol: “Irão ver um atleta sempre dedicado, esforçado para ajudar a equipe. Sempre fui assim, conquistei grandes coisas assim e não vou mudar”.

Para fortificar a zaga o Alviazul contratou Cássio de Souza, que surgiu nas categorias de base do Grêmio. O defensor já atuou pelo Juventude, Fluminense, Fortaleza, ASA, Comercial e atualmente estava no Avaí. Com amplas passagens, o zagueiro Edson Borges também fará parte do elenco de 2016. No meio-campo o Lajeadense espera bons resultados com Diego Miranda, de 24 anos, que teve destaque no Ypiranga de Erechim e no Passo Fundo.

Com a missão de estufar a rede adversária, o Alviazul conta com uma dupla Gre-Nal; Erik Roberto Silva Nascimento, de 20 anos, que pertence ao Grêmio, e Murilo de Souza Costa, de 21 anos, que surgiu no time colorado e acabou assinando com o Botafogo, onde não foi utilizado e então repassado ao Macaé, são a esperança de gols pelo “Dense”. 

Novo técnico Rodrigo Carpegiani substitui Winck

Rodrigo Carpegiani assume o Dense (Foto: Fabio Kuhn)
Rodrigo Carpegiani assume o Dense (Foto: Fabio Kuhn)

Para a temporada de 2016, o Lajeadense contratou ainda em novembro de 2015, o técnico Rodrigo Carpegiani, que irá substituir Luiz Carlos Wink, este, que conquistou cinco títulos em menos de um ano e meio no Alviazul. O novo técnico é filho do ex-craque colorado Paulo César Carpegiani, que treinou grandes clubes brasileiros.

Rodrigo tem 39 anos, não possui muita experiência no futebol. Esteve na Seleção Gaúcha sub-19 e no Esportivo de Bento Gonçalves, onde não obteve êxito. Foram três derrotas e três empates em seis jogos na Divisão de Acesso do Gauchão. Realizou estágio no Flamengo, acompanhando por dez dias as atividades do futebol e do então técnico Oswaldo de Oliveira.

Carpegiani falou em sua apresentação: “Não vim para superar o Winck, mas para manter o clube no trilho do sucesso e das conquistas. Meu trabalho é diferente do dele, mas o objetivo é sempre igual, que é fazer o melhor”. 

Preparação e expectativa no Gauchão 2016

Passando por uma fase de transição e contenção de custos, boa parte do grupo do segundo semestre de 2015 deixou a Arena Alviazul, sobrando poucos remanescentes. Entretanto, não há tempo para lamentar o que passou. O Lajeadense almeja repetir o desempenho do ano passado, visando conseguir uma vaga na Série D ou Copa do Brasil, e para isso, conta com a ajuda dos novos reforços para fazer bonito na arrancada do Campeonato Gaúcho.

O mandatário Everton Giovanella mostrou-se satisfeito, até aqui, com o serviço do novo treinador Carpegiani: “O Rodrigo tem realizado um bom trabalho. Pegou uma equipe totalmente remodelada. Não é fácil. Vamos correr para fazer um bom Gauchão. Será duro, mas pensamos em entrar nas quartas de final. O início é sempre importante. É ali que temos que concentrar nossas forças”.

A pré-temporada iniciou no dia 07 de dezembro, e uma das formas de preparação foi participar do Quadrangular Pentacolor, torneio curto, que homenageia o Veranópolis. Ainda sem ritmo de jogo, o Alviazul terminou a competição na terceira colocação. A estreia do Lajeadense no Campeonato Gaúcho de 2016 será domingo (31), às 18hs, contra o Aimoré, no estádio Cristo Rei.  

TIME BASE: Lauro; Vareta, Léo, Edson Borges e Diego Hoffmann; Reinaldo, Marabá, Alan Bal e Diego Miranda; Erik e Murilo. 

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