Em homenagem à Chapecoense, torcidas de São Paulo se unem em ato pela paz
Fotos: Diego Venturelli

O trágico acontecimento da última terça-feira (29), que gerou uma onda mundial de solidariedade e fraternidade, parece ter alcançado um um patamar inimaginável para o futebol brasileiro. Torcidas organizadas rivais de São Paulo, Corinthians, Santos e Palmeiras se uniram enfrente ao Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, para uma homenagem aos 71 mortos do vôo que levava a delegação da Chapecoense para a disputa da final da Copa Sulamericana, contra o Atlético Nacional de Medellín, na Colômbia.

Na manhã deste domingo (4), integrantes das torcidas organizadas Gaviões da Fiel e Camisa 12 (Corinthians), Mancha Alviverde (Palmeiras), Torcida Tricolor Independente e Dragões da Real (São Paulo), Força Jovem (Santos), Torcida Esquadrão (XV de Piracicaba) e Esquadrão Andreense (Santo André) se mobilizaram em ato pela paz nos estádios e homenagens a Chapecoense. O movimento também contou torcedores comuns de outros times. Fato inédito na história das torcidas, já que a única vez que algo semelhante ocorreu foi em 1981, quando Mancha Verde e Gaviões da Fiel se reuniram.

Sem qualquer tipo de escolta polícial e segurança, o evento ocorreu do ínicio ao fim sem nenhuma ocorrência. Os torcedores levaram faixas em apoio a Chape e tremularam suas bandeiras. Lideres das quatro torcidas pediram "liberdade nas arquibancadas", por conta de uma série de proíbições do Ministério Público e Federação Paulista de Futebol (FPF). Entre orações e fogos de artifícios, o grito que ficou conhecido no mundo inteiro nos últimos dias "vamo, vamo, Chape" foi ecoado. Foi respeitado um minuto de silêncio.

"Não cabe mais morte no futebol", afirmou o presidente da Independente, discurso defendido pelos demais lideres e presentes no ato.

Que o acontecimento deste domingo marque uma guinada entre as relações humanas, na vida e no futebol brasileiro. A hashtag #SomosRivaisNãoInimigos nunca fez tanto sentido. Como escreveu em uma faixa torcedores do Napoli: "diante da morte, não há cores, nem nações". 

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