Presidente da Conmebol quer final da Libertadores em jogo único já em 2018; Rio pode receber decisão

Depois de passar por alterações em seu regulamento para a edição deste ano, a Copa Libertadores também pode ter uma mudança fundamental para 2018, segundo informou Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, entidade que organiza as competições continentais da América do Sul. Em processo de transição para uma final com jogo único, o torneio já terá esse formato no próximo ano, se depender do mandatário. O Brasil, como era de se esperar, já tem uma cidade disposta a concorrer.

Em entrevista ao jornal uruguaio El País, Domínguez confirmou que o Rio de Janeiro apresentou proposta para sedir a decisão da próxima Libertadores, ao lado de Lima, capital do Peru. Além disso, o dirigente fez comparações com a Uefa Champions League, principal competição europeia, que já adota o sistema a ser implementado em terras latino-americanas, e o Superbowl, final da NFL, liga de futebol americano dos Estados Unidos, tentando detalhar a motivação para a mudança.

"Queremos a Libertadores como a Champions League e o Super Bowl. É a segunda vez que consigo ir a uma final de Champions, e também consegui ir ao Super Bowl, principalmente para sentir como é o ambiente de uma final única. Tenho a ideia de que nós podemos replicar algo parecido na Libertadores. Uma grande festa em uma cidade, uma só final e um campo neutro", disse o paraguaio.

Domínguez afirmou estar abrindo o debate com todos os envolvidos na Libertadores, ressaltando a importância da decisão a ser tomada. Apesar de demonstrar certa inspiração na Champions, o presidente da Conmebol deixou claro que acreditar ser possível fazer um espetáculo ainda maior dentro da América do Sul, destacando também a diferença cultural entre os europeus e os latino-americanos.

"Queremos abrir esse debate também para os veículos de imprensa. São decisões muito importantes, todas as partes devem estar envolvidas, até pela maneira como videmos futebol e a cultura. Temos muitas coisas a mostrar ao mundo e temos que fazê-las coincidir com nosso futebol, que amamos tanto. Estou convencido de que isso [fazer um espetáculo maior] é possível O sentimento das nossas pessoas é diferente. Se você pensar só no jogo, no estritamente esportivo, talvez eu esteja exagerando. Mas se você pensar na semana inteira, em toda a festa que acontece antes da final, que mostremos como se vive o futebol na América do Sul, nesse sentido temos uma identidade inigualável", finalizou.

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