CRB e Operário empatam sem gols e ficam mais distantes do G-4
Foto: Gustavo Henrique/CRB

A chegada do técnico Marcelo Cabo veio com desconfiança dos torcedores do CRB pelo que o treinador fez no arquirrival CSA recentemente, com dois títulos conquistados pelo Azulão. Agora do lado vermelho, tal sentimento poderia ser diminuído se reconduzisse o time ao caminho das vitórias, mas o time não apresentou um desempenho merecedor e novamente deixou a massa regatiana na bronca.

Em jogo disputado na noite desta terça-feira (15) no Estádio Rei Pelé, em Maceió, e válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B 2019, CRB e Operário Ferroviário ficaram no empate sem gols. Com o resultado, as duas equipes permanecem iguais na tabela de classificação. Têm 40 pontos e 11 vitórias, mas o Regatas leva a melhor no saldo de gols (2 a -7). Os alagoanos não vencem há seis rodadas e ambos veem as possibilidades de acesso à Série A irem cada vez mais ao espaço.

Os times entram em campo neste fim de semana. O CRB enfrenta o Criciúma no Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma/SC, às 19h15 dessa sexta-feira (18). Por sua vez, o Operário recebe o São Bento no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa/PR, às 19 horas do sábado (19).

Foto: Gustavo Henrique/CRB
Foto: Gustavo Henrique/CRB

Primeiro tempo em que nada foi visto

O jogo em si foi de pouca qualidade técnica, mas o primeiro tempo disparou na falta de competência das equipes em produzir um confronto atrativo. Nos primeiros 20 minutos, o Operário se deu o trabalho apenas de saber como o adversário ia atuar, como se postaria nas quatro linhas. O CRB não oferecia nenhum perigo e o desempenho de ambos era contraproducente. Foram apenas três lances que o torcedor do Regatas até chegou a ficar animado, mas o gol não saiu.

Aos 25 minutos, Claudinei iniciou e armou jogada de contra-ataque e tocou para Alisson Farias. O principal jogador do Galo perdeu o tempo da bola e a zaga paranaense fez o corte para a linha de fundo. Nos minutos finais, Léo Ceará tentou resolver a parada. Aos 41, o centroavante cobrou falta com chute rasteiro e goleiro Rodrigo Viana apenas torceu para não entrar. Aos 44, nova finalização do camisa 9. Com mais perigo, tirou tinta da trave, mas não balançou as redes.

Foto; Gustavo Henrique/CRB
Foto; Gustavo Henrique/CRB

Segundo tempo mais aberto, porém sofrível

O movimento dos times no início da etapa complementar parecia dar a impressão de que seriam 45 minutos completamente diferentes dos que foram vistos na parte inicial. Aos dois minutos, Elton mandou a bola na área e Léo Ceará, com total liberdade, desviou de cabeça para fora. A resposta e primeira boa finalização do Operário veio aos cinco, quando Uilliam foi acionado e finalizou por cobertura. A bola bateu na trave e o placar não foi aberto por muito pouco.

Porém, a intensidade foi um ledo engano. Os visitantes estavam completamente satisfeitos com o resultado, não tinham pressa na saída de bola e faziam o que estava dentro das possibilidades para cadenciar o jogo a seu favor. Do outro lado, os mandantes não correspondiam aos pedidos e às exigências da torcida, que queria ver um CRB dominante, que encurralasse o adversário e exercesse pressão necessária para vencer. Mas faltava algo semelhante ao tempero em uma comida ou uma vitamina para fazer o corpo ter disposição e se exercitar. Por mais que Marcelo Cabo realizasse modificações e deixasse o Galo com quatro atacantes, o jogo era sofrível de ver.

Assim como no primeiro tempo, o Regatas teve três chances na metade final. Na primeira, aos 29 minutos, Alisson Farias fez boa jogada dentro da área e chutou rasteiro; o goleiro Rodrigo Viana evitou a abertura do placar com o pé direito. No minuto e na jogada seguinte, Alisson Farias arriscou novamente, mas Edson Borges cortou. Na sobra, Elton encheu o pé de fora da área e nova defesa do arqueiro do OFEC. Nos acréscimos, Edson Cariús completou cruzamento feito por Israel com perigoso desvio de cabeça. Mas hoje não foi dia da bola entrar.

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