Atlético-MG
não supera boa marcação do Fluminense e empata pela primeira vez no Brasileirão
Foto: divulgação / Atlético-MG

Atlético-MG e Fluminense ficaram no empate em 1 a 1 nesta quarta-feira (14) pela 16ª rodada do Brasileirão 2020. No Mineirão, Caio Paulista abriu o placar para o visitante no primeiro tempo, e Guilherme Arana empatou no segundo.

O confronto era promessa de gols, pois, em campo, estavam dois dos melhores ataques do campeonato. Líder, o Galo queria manter seu aproveitamento de 100% como mandante (sete jogos e sete vitórias). Mas, do outro lado, o Tricolor vinha de quatro partidas de invencibilidade, sendo três vitórias e um empate. Na rodada anterior, três pontos para cada um. Nesta, a pontuação valeria a liderança isolada para o time mineiro ou o G-4 para o carioca.

Estratégias

Jorge Sampaoli ainda não pôde contar com Junior Alonso, Alan Franco e Savarino, convocados por suas seleções para as Eliminatórias da Copa. Esquema tático: 4-3-3. No gol, Everson. A zaga contou com Réver e Igor Rabello. Nas laterais, Guga pela direita e Guilherme Arana pela esquerda. O meio-campo tinha Jair, Allan e Nathan com as funções de primeiro combate e início de construção ofensiva. E, no ataque, o jovem Sávio subia pela direita, Keno, em fase goleadora, pela esquerda, e Eduardo Sasha centralizado marcando posição na área.

Odair Hellmann optou por poupar Nenê e Fred por conta da maratona de jogos. Luiz Henrique e Felippe Cardoso foram os substitutos escolhidos. Danilo Barcelos, suspenso, deu lugar a Egídio. Esquema tático: 4-3-3. Muriel no gol. Nino e Digão formaram a dupla de zaga, enquanto Igor Julião e Egídio cuidaram das laterais. No meio-campo, Hudson, Dodi e Yago Felipe espelhando a intermediária atleticana. Mais à frente, Fernando Pachego chegava ao ataque pela direita, Luiz Henrique pela esquerda, e Felippe Cardoso tomava conta da área adversária.

Galo esbarra em marcação consistente do Tricolor

Logo no primeiro minuto, Fernando Pacheco arrancou, sentiu e já precisou ser substituído. Mas o que parecia ser uma desvantagem, na verdade, deu certo. Caio Paulista entrou muito bem. O jogo era corrido, com as equipes acelerando na transição ofensiva. O Fluminense pressionava na saída de bola. Pelo Atlético, o garoto Sávio começava a se destacar, agitando o ataque pela direita.

Aos 17 minutos, o Tricolor teve um gol anulado por impedimento de Hudson antes de dar a assistência. No entanto, apenas dois minutos depois, golaço de Caio Paulista, que recebeu na frente da área, girou e mandou firme para o gol, abrindo o placar para valer. Aos 25, 65% de posse de bola a favor do Galo, porém 2 a 1 em finalizações para o adversário.

Keno recebia marcação dobrada e tinha dificuldade para ameaçar. Faltava ao time mineiro troca de passes no campo de ataque, também pela boa marcação da equipe carioca. O trio de ataque do Fluminense tinha atuação, notoriamente, confiante. Antes do intervalo, o Atlético pressionava no ataque, mas faltava o último passe. Enquanto isso, o visitante era mais incisivo quando chegava ao ataque, com velocidade e finalização.

Sampaoli veio para a segunda etapa com alteração: Marrony no lugar de Sávio. Assim, Sasha foi para a ponta-direita, enquanto o substituto ficou centralizado dentro da área. O Galo iniciou ficando com a bola e pressionando no ataque, como o time que precisava correr contra o relógio. E, aos seis minutos, o resultado. Subida de Sasha pela direita, cruzamento rasteiro para a área, Jair fez o corta-luz, e a bola sobrou para Guilherme Arana chutar da entrada da área, empatando o jogo.

Logo em seguida, sequência de lances na mesma jogada de quase virada relâmpago do Atlético. Arana aparecia mais centralizado no meio-campo. Marrony deu movimentação ao ataque e presença na área adversária, chamando as jogadas ofensivas. Com 17 minutos, 67% em posse para o mandante. Pouco depois, já era 11 a 9 em finalizações e 6 a 2 em chutes a gol, ambos a favor da equipe de Minas. Virou ataque contra defesa, mas o Fluminense não havia desistido do gol da vitória e levava perigo quando encontrava o espaço.

Odair sacou Luiz Henrique para a entrada de Marcos Paulo. Muriel segurava o empate para o Tricolor com defesas salvadoras. No Galo, Nathan deu vez a Maílton. Keno ia bem pela ponta-esquerda, mas a marcação adversária estava atenta, especialmente dentro da área. E mais troca: Felippe Cardoso saiu para a entrada de Ganso, dando mais preenchimento ao meio-campo. Apesar da pressão atleticana, o Fluminense não abriu mão da vitória e fez a última finalização da partida. Final: 7 a 3 em chutes a gol para a equipe de Sampaoli, mas 1 a 1 no placar, sendo o primeiro empate do time no campeonato.

Classificação e próximos compromissos

Não vencendo pela primeira vez em casa, o Atlético-MG ainda se manteve na liderança do Campeonato Brasileiro com 31 pontos, mesma pontuação do vice Internacional, mas com uma vitória a mais. O próximo compromisso do Galo é fora de casa contra o Bahia na segunda-feira (19) às 20h.

Buscando um ponto fora de casa, o Fluminense continuou na quinta colocação com 25 pontos, apenas um a menos que o São Paulo abrindo o G-4. O Tricolor carioca volta a campo no sábado (17) às 19h, quando recebe o Ceará.

VAVEL Logo