Assembleia geral mantém regras eleitorais na CBF praticamente inalteradas
Foto: Divulgação / CBF

As federações irão continuar tendo um peso maior nos votos das futuras eleições dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Porém essa decisão teve a participação unânime dos clubes.

Na assembleia geral que foi marcada pra esta segunda-feira (7), a CBF decidiu manter a mesma estrutura de voto em suas eleições. Com isso os votos das federações terá peso 3, já o dos clubes a série A terão peso 2 e os da série B peso 1. Com isso, as federações irão conseguir definir sozinhas as eleições, já que juntas somarão 81 votos contra 60 dos clubes.

No entanto a cláusula de barreira foi alterada, que seria o apoio que o candidato precisa ter para que sua chapa seja aceita na candidatura. Antes disso, ele precisaria ter um suporte de pelo menos oito federações e também de cinco clubes que estejam na primeira divisão do brasileiro. Agora com a mudança, precisará apenas de quatro federações e quatro clubes, seja ele da série A ou B. Essa decisão foi unânime entre os 47 presentes, sendo eles as 27 federações e os representantes dos 20 clubes da série A.

A última vez que a CBF teria realizado uma assembleia foi em 2017, e nela tinha decidido quais seriam os pesos de votos. No entanto, nessa reunião somente as federações votaram, e os clubes da Série A não teve participação, algo que a MP determina pela Lei Pelé.

A assembleia geral de 2022 foi realizada após a CBF entrar em acordo com Ministério Público do Rio de Janeiro, sendo assim, assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Como o MPRJ alegava que a assembleia de 2017 que tinha definido essas regras foi ilegal, porque não seguiu a Lei Pelé, as duas partes vinham travando um processo na justiça, para que houvesse uma concordância nas regras eleitorais e estatutos da confederação seguindo as devidas leis. Porém a CBF alegava que o MP não tinha jurisdição para tratar do tema.

O caso que vinha sendo tratado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, acabou indo parar no Superior Trinal de Justiça (STJ), e ficou sob a relatoria do ministro Humberto Martins, presidente da Corte. Porém a CBF estava sem seu presidente efetivo, pois na época o presidente Rogério Cabloco estava afastado. Então o ministro chegou a determinar que o que o cargo teria que ser ocupado pelo diretor mais antigo da entidade até que a questão fosse resolvida, assim o cargo foi assumido pelo Ednaldo Rodrigues interinamente.

Porém foi nesse meio tempo em que a CBF e MPRJ assinaram o TAC, e decidiram trancar a ação na justiça. Com isso a CBF se comprometeu em realizar a nova assembleia, incluindo os clubes da Série A, além das federações.

Agora o próximo passo da CBF é a marcação das novas eleições, que ainda não tem uma data prevista. Mas que provavelmente deve acontecer em até 30 dias. O grande favorito é o atual presidente interino, Ednaldo Rodrigues, que está no cargo desde 25 de agosto de 2021.

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