Roberto Fernandes cobra empenho, mas admite "missão impossível" no Náutico

Técnico reconhece que queda do Alvirrubro à Série C é iminente

Roberto Fernandes cobra empenho, mas admite "missão impossível" no Náutico
Foto: Léo Lemos/Náutico

Após mais uma derrota do Náutico na Série B, na noite desta terça-feira (7), o técnico Roberto Fernandes mudou o tom do discurso das últimas coletivas. Se antes o comandante mostrava-se confiante, agora já admite ser praticamente "missão impossível" livrar o time do descenso.

Com uma entrevista muito lúcida após o revés por 3 a 1 para o Paysandu na Arena Pernambuco, o treinador afirmou que apesar de haver chances matemáticas, o elenco chegou no limite em todos os fatores.

"Matematicamente ainda há possibilidades, então não posso cravar que é o fim da linha. Mas pela situação da competição acho que se tornou praticamente impossível. Em uma reta final, nem o todo poderoso Internacional vem conseguindo vitórias seguidas, o Náutico vai precisar de quatro e ainda torcer para que três equipes não pontuem mais. É praticamente impossível", declarou. 

Roberto admitiu as limitações do elenco e também elogiou a evolução do grupo de um turno para o outro. "Uma cobrança a mais em cima desses jogadores beira a crueldade. O grupo teve um crescimento, basta ver o que fez nesse segundo turno. Mas para evitar o rebaixamento, teriam que fazer uma campanha de quarto colocado, talvez esse grupo não tenha condições de ser um quarto colocado", disse. 

Ao comentar sobre o restante da temporada, o treinador de 46 anos garantiu que a equipe vai continuar lutando, no entanto, frisou que o grupo está no no seu limte. "Vamos continuar trabalhando. Contra o Londrina não vamos brincar,  vamos entrar em campo em busca da vitória, como fizemos em todos os jogos desde que estou aqui. Mas na questão física, técnica, tática e emocional, esse grupo topou no seu limite", finalizou.