Policiais de Los Angeles citam “lucidez e calmaria” de Tiger Woods
momentos após acidente automobilístico
Reprodução/Twitter

Em entrevista coletiva para dar maiores informações sobre o atendimento à ocorrência do acidente automobilístico de Tiger Woods, o Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles (LASD, em inglês) deu mais detalhes sobre a situação em que se encontrava o maior nome do golfe mundial. Segundo os policiais, o golfista estava lúcido, apresentava serenidade, mas não conseguia sair do veículo nem ficar em pé devido às múltiplas lesões na perna. O atleta de 45 anos foi encaminhado ao Harbor-UCLA Medical Center, onde é submetido a procedimento cirúrgico para reparação dos ferimentos.

Segundo o chefe dos bombeiros do condado, Daryl Osby, Woods ficou preso às ferragens. Diferente do informado anteriormente, apenas uma ferramenta para observar as condições dentro do carro e um machado foram usados, sem a necessidade do uso das “mandíbulas da vida”. De acordo com o xerife Alex Villanueva, não havia evidências no local que apontavam danos mais sérios a Woods com respeito ao estado de consciência de Woods. Em compensação, a principal autoridade policial da região destacou que o próprio veículo amorteceu o golfista e evitou um possível acidente fatal.

“Não havia evidência de maiores danos. Temos que presumir que os vizinhos ligaram à emergência quase que imediatamente, assim que aconteceu. Os vizinhos estão situados a menos de 50 pés (15,24 metros) do local do acidente. O interior e o painel do veículo estavam mais ou menos intactos. A frente ficou totalmente destruída, os para-choques, airbags disparados, tudo totalmente destruído. Porém, felizmente, o interior estava mais ou menos intacto, o que serviu de almofada para sobreviver ao que de outra forma teria sido um acidente fatal”, explicou.

Villanueva também afirmou que, com base no apurado das investigações iniciais, tudo leva a crer que o carro bateu no canteiro central e atingiu dois sinais antes de parar às margens da pista com os capotamentos. O xerife explicou que acidentes neste trecho são frequentes e conhecidos pelas autoridades por causa de sua formação, embora haja o limite de velocidade de 45 milhas/hora, equivalente a 72,5 km/h.

“No momento em que o veículo de Tiger Woods cruzou o canteiro central, o ponto de parada estava a centenas de metros de distância. Obviamente isso explica que ele estava indo a uma velocidade relativamente maior que o normal. Por ser uma ladeira inclinada e curva. Essa área tem frequência alta de incidentes, não é incomum. Não tinham marcas derrapagem, nem frenagem. O primeiro contato foi com o canteiro central. Em seguida, cruzou a contramão, bateu no meio-fio e em uma árvore. E houve vários capotamentos durante esse processo”, relatou.

Após Alex Villanueva falar sobre as investigações com respeito à perícia e possíveis causas do acidente automobilístico, Carlos Gonzalez foi o primeiro a chegar no local. Agente designado pelo xerife para verificar a ocorrência, Carlos afirmou que Tiger Woods estava lúcido e calmo, embora não conseguisse se levantar sozinho. Por verificar que não haveria maiores riscos, argumentou que era melhor esperar os bombeiros chegarem para que a remoção fosse feita com o máximo de segurança.

“Eu perguntei qual era seu nome e ele me disse que se chamava Tiger Woods. Naquele momento eu o reconheci imediatamente. Perguntei se ele sabia onde estava e a que horas do dia para ter certeza de que estava orientado. Ele parecia estar orientado, lúcido e calmo. Ele não parecia preocupado com seus ferimentos naquele momento, o que não é incomum em colisões de trânsito. Muitas vezes as pessoas tendem a ficar em choque. É uma experiência traumática. Não é incomum que as pessoas se concentrem em coisas sem importância ou mesmo se eles estão com dor, podem não sentir até muito mais tarde”, disse.

O Harbor-UCLA Medical Center, unidade hospitalar especializada em traumas, ainda não divulgou nenhum boletim médico sobre o estado atual de Tiger Woods e se os procedimentos cirúrgicos foram realizados com sucesso.

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