Após vencer Wimbledon, Kerber desabafa: "Depois de 2017, ninguém acreditava mais em mim"

Neste sábado (14), a alemã Angelique Kerber bateu Serena Williams em Wimbledon para conquistar o terceiro Slam de sua carreira em apenas dois sets, com 1h07 de partida. A entrevista se iniciou com sorrisos e terminou da mesma forma, contando com uma Kerber extremamente satisfeita, sem palavras para descrever os sentimentos.

Sua primeira pergunta veio sobre seu plano de jogo para a partida contra Serena. Ela o resumiu em três pilares: o saque, que deveria ser sempre rápido e preciso contra a americana, não dando chances a ela, sua agressividade, que deveria estar presente sempre, principalmente em momentos importantes, e a direção da bola, que, segundo ela, deveria estar sempre movendo sua adversária.

Depois, comentou um pouco sobre como ela conseguiu melhorar o seu tênis depois de uma temporada com nível inferior em 2017, quando perdeu o seu posto de número #1 e teve resultados frustrantes.

"Depois de 2017, ninguém acreditava mais em mim, ninguém esperava que eu fosse conquistar meu terceiro Slam, principalmente em Wimbledon. (...) 2017 foi péssimo, um dos piores ano, mas aprendi a lidar com as expectativas e com os altos e baixos. De certa forma, foi proveitoso", confessou a alemã. 

Os jornalistas também questionaram o nível de tênis de Serena, afirmando que, talvez, a americana não estivesse jogando tão bem quanto a alemã esperava, devido ao excesso de erros no primeiro set. A alemã rebateu, em discordância: "Ela sacou muito bem no primeiro set, e eu tive que me concentrar nas devoluções. Se eu não devolvesse bem, não aproveitaria as chances, e a Serena teria as chances dela. Por isso, eu tive de me manter agressiva todo o tempo".

Esse foi o primeiro título de Kerber com o seu novo técnico, e os jornalistas a questionaram de o quê eles fizeram para evoluir. Ela mencionou o saque, que, segundo ela, foi uma chave para a partida hoje, uma vez que, com a superfície mais rápida, ela precisou de um bom serviço para conseguir bater a Williams.

Ela também falou sobre o mental necessário para não "congelar" em quadra durante uma final ou um momento importante. Sua resposta foi cirúrgica. "Eu já tenho 30 anos", ironizou. "Já tenho bastante experiência em chegar nesses momentos grandes, como semis e finais. É tudo sobre experiência, você tem de passar pelos maus momentos, pelos bons momentos, pra poder aprender como lidar com isso".

Kerber também comentou a polêmica dos horários devido ao atraso das semis masculinas de sexta-feira (13), uma vez que a organização britânica preferiu colocar a partida entre Rafael Nadal e Novak Djokovic anteriormente à final feminina. A alemã concordou. "Foi a decisão correta. Eles têm de jogar amanhã, a final mais longa, e o que pude fazer foi relaxar e tentar ficar o mais pronta possível para a minha partida".

Angelique Kerber agora terá um merecido descanso. Depois do título em Wimbledon com apenas um set perdido em toda a campanha, a alemã terá mais três semanas de descanso, até chegar o WTA de Montreal, que se inicia na primeira semana de agosto.

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