Cruzeiro vê Montes Claros abrir vantagem, mas vira o jogo e segue invicto na Superliga Masculina
Foto: Renato Araújo/Divulgação Sada Cruzeiro

Depois de conquistar o Tetracampeonato Sul-Americano de Vôlei, em competição disputada na cidade de Montes Claros-MG, o Sada Cruzeiro recebeu a equipe anfitriã do torneio continental pela oitava rodada do returno da Superliga Masculina e venceu de virada por 3 sets a 2. As parciais do clássico foram concluídas em 22/25, 22/25, 25/21, 25/16 e 15/11, em duelo realizado no Ginásio do Riacho, na noite dessa quinta-feira (2).

O Montes Claros foi à capital mineira com a intenção de quebrar a invencibilidade da equipe celeste nesta edição da Superliga. Com um nível baixíssimo de erros, o Pequi Atômico chegou a abrir 2 sets a 0 no placar, mas o time da casa acordou a tempo de continuar com o privilégio de ser a única equipe até então imbatível na principal competição de vôlei do país.

Invicto, líder e absoluto na Superliga, o Cruzeiro segue sem perder, somando agora 55 pontos, nove à frente do segundo colocado, Sesi-SP, que tem 46. O time paulista será justamente o próximo adversário dos mineiros, em clássico nacional marcado para o sábado (4), às 20h30, no Riachão.

O Montes Claros se manteve na quinta colocação, agora com 33 pontos, e faz novamente um clássico mineiro na próxima rodada, mas desta vez contra o Juiz de Fora. A partida está agendada para acontecer no dia 4 de março, às 18h, em Juiz de Fora.

Decisivo para a virada cruzeirense sobre o Pequi Atômico, o ponteiro Leal levou o troféu Viva Vôlei, prêmio de melhor atleta do jogo. Com 18 pontos, o cubano foi o segundo maior pontuador do duelo, ficando atrás do oposto Evandro, que anotou 22 pontos. 

Montes Claros abre 2 sets a 0, mas Cruzeiro vira o placar em casa

Uma das surpresas da Superliga, o Montes Claros tem dado trabalho para seus adversários. Contra o Sada Cruzeiro, na casa do time celeste, não foi diferente. No início do primeiro set, o placar foi sendo construído de forma equilibrada, até que o Pequi Atômico tomou a frente fazendo 10 a 7, com boa passagem de Bob pelo saque. A recepção cruzeirense não conteve algumas bolas na quadra da equipe, facilitando contra-ataques do time do norte do estado.

O Montes Claros seguiu à frente, até que Murilo Radke deu dois toques no levantamento, e a Raposa chegou ao empate em 15 a 15. Depois do erro, o levantador emplacou uma bola se segunda para fazer 16 a 15. O saque passou a ser a principal arma do Pequi Atômico, que forçou muito o fundamento para cima dos donos da casa e conseguiu a maior vantagem do set até então: 20 a 16.

No último ponto do primeiro set, Simon recuperou uma bola quase perdida, Rodriguinho tentou passar para o lado do Montes Claros, mas Índio subiu no bloqueio simples e fechou o set inicial em 25 a 22.

Na primeira etapa, os visitantes tiveram pouquíssimos erros e levaram toda essa concentração para o começo da segunda parcial. Mas o Cruzeiro tratou de não deixar o Montes Claros tomar confiança novamente e conseguiu 10 a 7 no placar, administrando essa diferença até a reta final do set. Kachel subiu bem na rede e deixou tudo igual em 20 a 20, com Rodriguinho mandando bola para fora em seguida, o que deixou o Montes Claros com 21 a 20.

Na fase decisiva do segundo set, as equipes foram construindo o placar ponto a ponto, até que um bloqueio triplo do Pequi Atômico deixou os visitantes com o set point. Bob explorou o paredão celeste e fechou a segunda etapa em 25 a 22, levando o jogo para o set que poderia ser decisivo para a primeira derrota do Sada Cruzeiro na Superliga.

Na tentativa de evitar seu primeiro revés na competição, o Cruzeiro conseguiu fazer 5 a 2 no início da terceira etapa. Com dois aces do levantador Murilo, no entanto, o Montes Claros conseguiu 7 a 6 no placar. Marcelo Mendez, treinador celeste, ficou ainda mais preocupado, ao ver os visitantes conseguindo 13 a 10. Alê sacou na rede e deixou tudo igual no placar, com o Cruzeiro chegando ao empate em 15 a 15. Um bloqueio do gigante Simon para o time celeste deixou os mandantes com 18 a 16 e a chance de administrar a diferença.

Leal teve boa passagem pelo saque na reta final do set, desestabilizando a recepção do Montes Claros. Com bola para fora de Weber, o Cruzeiro fez 22 a 19, e Leal ainda conseguiu aproveitar um levantamento muito alto, ao pegar a bola no limite para fazer 23 a 20. O ponto que fechou o set foi um bloqueio do ponteiro Rodriguinho, que levantou um paredão para cima de Bob e fechou a terceira etapa em 25 a 21.

Perder em casa não estava nos planos do Cruzeiro. No quarto set, o time celeste buscou o placar e empatou em 6 a 6, virando em seguida por dois toques de Murilo. Leal soltou o braço na diagonal e abriu vantagem para o Cruzeiro em 15 a 10, ampliando em seguida com ace de Rodriguinho.

Se o time celeste não vinha bem no jogo, na quarta etapa a equipe conseguiu viver seu melhor momento da partida até então. O nome de uma folga cruzeirense no placar veio com Leal, que mandou a bola no chão para fazer 21 a 12 para os mandantes. O cubano voltou a brilhar em quadra e fez 25 a 16 para o Cruzeiro, levando o duelo para o tie-break.

O último e decisivo set do jogo, condensado na quantidade de pontos e por isso mais intenso, começou equilibrado. O Cruzeiro conseguiu fazer 5 a 3, na primeira vez em que foram abertos dois pontos na parcial até então. Wanderson, no entanto, deixou tudo igual em 5 a 5.

Murilo Radke sacou para cima de Serginho, sem dar chances para o líbero celeste, e fez 7 a 5. Bob também surgiu bem no fundamento, e com um ace, deixou o Pequi com 9 a 6, mas o empate veio com Rodriguinho, que soltou o braço para fazer 9 a 9. E foi justamente o ponteiro quem atacou para cima do bloqueio dos visitantes, conseguindo a virada para 10 a 9.

Toninho Almeida, ex-jogador da equipe de futebol do Cruzeiro, foi quem entregou o prêmio Viva Vôlei ao cubano Leal (Foto: Renato Araújo/Divulgação Sada Cruzeiro)

Se o cubano Leal foi responsável por conduzir a equipe celeste para o tie-break, outro cubano tomou as rédeas da fase final do quinto set para os mandantes. Simon emendou dois pontos consecutivos, deixando o líder da Superliga com 13 a 11. Em seguida, Leal mandou uma bola de fundo para deixar a equipe com o match point. Ora Simon, ora Leal, e a dupla cubana foi quem bloqueou Wanderson para fechar o tie-break em 15 a 11, deixando os cruzeirenses invictos na Superliga.

Além do Sesi-SP, o Montes Claros foi a única equipe a arrancar dois sets do Cruzeiro em 19 rodadas já disputadas na Superliga. No caso dos paulistas, o jogo aconteceu em dezembro do ano passado, em que o time de Marcelo Mendez levou a melhor para cima dos comandados de Marcos Pacheco ao fazer 3 sets a 2, em jogo pela nona rodada do primeiro turno.

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