Camponesa/Minas elimina Fluminense e avança para semifinal da Superliga
Foto: Orlando Bento/Minas Tênis Clube

O Camponesa/Minas é semifinalista da Superliga feminina de vôlei 2018. Na tarde deste sábado (17), em Belo Horizonte/MG, na Arena Minas, o time mineiro derrotou o Fluminense por 3 a 1, com parciais de 25-22, 23-25, 25-15 e 25-23. Carol Gattaz levou o troféu Viva Vôlei, como melhor jogadora em quadra.

A galera começou o barulho desde cedo e, impulsionado pela energia de fora, o time do Minas começou de modo agressivo. Hooker, fazendo jus a esperança depositada, virava a favor das donas da casa. Porém, do outro lado tinha time. Ponto a ponto, a marcha do jogo seguia, graças a Thaisinha, destaque tricolor. Quando as cariocas viraram em 13 a 10, o treinador do time mineiro pediu tempo.

A interrupção acordou a esquadra minastenista e a busca no marcador veio de modo intenso. Carol Gattaz, homenageada antes da partida em função de seu 150º jogo, usava e abusava da saída de rede. A partir do momento em que retomou as rédeas, o Camponesa/Minas parecia não largar mais. O Flu começou a explorar os erros mineiros e cresceu em cima deles. Mas, não adiantou. Hooker contou com o vacilo carioca e fechou em 25 a 22 o primeiro set para o Minas.

Mais organizado em relação ao primeiro set, o Fluminense dominou o princípio da segunda parte, com Thaisinha achando várias vezes os cantos da quadra mineira e um 4-9 na pontuação. O baque foi sentido e as mineiras custaram a se recuperar. Ainda assim, a diferença considerável, para o padrão da partida até então, se mantinha a favor do tricolor carioca.

Quem aparecia pelo time mineiro era Mara, na central. Por certo momento, a forma mais segura para o Minas pontuar. Quando Hooker subiu sozinha no bloqueio e chamou a torcida, encostando em 13-14,  dava a entender que a reação viria. E veio, chegando a 16 iguais, momento em que o treinador carioca pediu tempo. Retomando a frente após a pausa, o Flu colocou a cabeça no lugar. Coube a Lara fechar o set a favor das visitantes, em 25 a 23.

Nervos a flor da pele no começo do terceiro set. Thaisinha se desentendeu com a torcida mineira, em meio a uma troca de farpas, mas não chegou a levar cartão. O barulho, que já era alto, cresceu ainda mais e isso se refletia em quadra, com o Minas abrindo vantagem de 7 a 3. Pausa solicitada pelo Flu, para tentar esfriar os ânimos. A tática deu certo e o tricolor chegou a igualar em 10 pontos. 

Todavia, a tarde do ataque mineiro estava inspirada. Gattaz, Hooker, Mara. Era medalha, largadinha, e todo um farto repertório ofensivo. Administrando uma distância de cinco pontos, o Camponesa/Minas levava o set a seu favor, que só fazia aumentar. Coube a Hooker, mais uma vez, fechar o terceiro set para as mineiras, em 25 a 15.

Mais parelho que os anteriores, o quarto set, desde o princípio, não teve nenhuma das equipes se distanciando. Era lá e cá, muito graças as duas defesas, que trabalhavam muito bem e provocavam erros dos ataques. Na maior disparidade até então, o Flu abriu 11 a 8, forçando o pedido de tempo do Minas, que não tinha passando a frente no placar em nenhum momento.

O que a equipe minastenista conseguia era empatar, com, sempre ela, Hooker virando e pontuando. Na primeira vantagem mineira, em 15 a 14, pausa carioca. Quando tomou a dianteira, o Camponesa/Minas não largou mais, tornando-se um processo natural a consolidação da vaga na semifinal. Ainda que o Fluminense tenha mantido uma perseguição, não foi suficiente. No bloqueio, veio o último ponto. 25 a 23 e vaga mineira na próxima fase.

Agora, a semifinal conta com uma reedição da final do Sul-Americano feminino, realizado em Belo Horizonte. Camponesa/Minas e Sesc-RJ, com vantagem carioca, decidem uma vaga na grande final, em datas e horários a serem definidos pela CBV.

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