Internazionale tem o maior número de jogadores cedidos à Copa do Mundo

Internazionale tem o maior número de jogadores cedidos à Copa do Mundo

Há cerca de 90 dias para o início da Copa do Mundo, a VAVEL Brasil preparou um especial sobre o time que mais cedeu atletas e que pode ter mais representando suas cores na Rússia em 2018

joaoladeira97
Joao Pedro Ladeira

Faltando cerca de três meses para o início da Copa do Mundo, muita gente pensa logo nas grandes seleções e nos grandes craques: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Harry Kane, Éden Hazard, Manuel Neuer, entre outros. E nos clubes em evidência: Barcelona, Real Madrid, Bayern, Chelsea, Paris Saint-Germain, Juventus.. Mas o time que mais cedeu jogadores para a competição mais importante do planeta é outro. Um clube histórico, que passou por problemas econômicos e que tenta voltar ao cenário mundial. Trata-se da Internazionale.

Talvez pela sua história, a Beneamata tenha esse posto. O clube foi fundado por italianos e suíços que faziam parte do então Milan Cricket and Football Club, hoje Associazione Calcio Milan (AC Milan), seu rival local. Seus fundadores estavam descontentes pelo domínio dos italianos no clube rossonero, e então tiveram a ideia de fundar o clube nerazzurro, a Inter, fazendo jus a seu nome, sempre foi aberta para jogadores estrangeiros. 

Primeiros representantes

Ao todo a Inter cedeu 117 jogadores em toda a história das Copas. Logo na segunda, onde a Itália foi campeã, o principal jogador da Azzurra naquela competição é uma lenda imortal da Inter, Giuseppe Meazza. Eleito o melhor jogador daquele Mundial, Meazza marcou dois gols naquela Copa, um sobre a seleção do Estados Unidos na maior goleada da competição: 7 a 1 para a Itália. E outro em um jogo apertado diante da Espanha nas quartas de final, 1 a 0 diante da Fúria, que ainda não tinha tal alcunha. 

Em 1938 a Inter tinha dois dos principais representantes no bicampeonato da Itália, Meazza e Ugo Locatelli, este último contratado em 1936 junto ao Brescia. Locatelli atuou nas 30 rodadas do Campeonato Italiano de 1935/36, onde a Inter conquistou o título. Na época era apenas o quarto título do clube, empatando com o Bologna, superando os três do rival Milan, mas atrás de Juventus e Pro Vercelli que tinham sete taças cada. O Genoa já tinha seus nove títulos naquela ocasião. ​Na época a Internazionale era chamada de Ambrosiana.

A política fascista de combate aos estrangeiros culminou na mudança de nome, não apenas pelo motivo óbvio, mas também por remeter à Internacional Comunista. O clube foi, então, batizado como Società Sportiva Ambrosiana, em homenagem a Santo Ambrósio, padroeiro de Milão. Um ano depois, virou Associazione Sportiva Ambrosiana. O uniforme nerazzurro deu lugar a um branco, com a cruz vermelha símbolo da cidade (reproduzida na camisa do centenário da Inter) e, no centro, o “fascio littorio”, símbolo fascista. A experiência durou apenas alguns meses, e logo, por pressão popular, voltaram às cores originais.​

Julio Cruz, atacante paraguaio (Foto: Getty Images)

​Nos anos 1940 não houve Copa do Mundo por conta da Guerra. A base da Azzurra era composta pelo time do Torino, mas infelizmente houve a Tragédia de Superga, onde grande parte do elenco do time de Turim morreu num desastre aéreo.

Os nerazzurri demoraram até ter outros nomes em seleções, até outro ídolo imortal surgir, Fachetti. O primeiro jogador a ter sua camisa aposentada pelo clube de Milão (3) foi um dos maiores laterais-esquerdos de todos os tempos e participou da geração bicampeã da Copa dos Campeões e Copa Intercontinental em 1964/65. Fachetti também foi capitão da única conquista de Eurocopa da Itália em 1968. Ele chegou a ser eleito o segundo melhor jogador do mundo em 1965 pela IFFHS, ficando atrás apenas do português Eusébio.

Jair fez parte do time campeão de tudo nos anos 1960, inclusive fez o gol do título da Copa dos Campeões sobre o Benfica em 1965 (Foto: Reprodução)

Mas o grande nome dos anos 60 em Copas que representou as cores da Inter foi Jair da Costa, brasileiro campeão do mundo em 1962 -- foi banco de Garrincha.

Anos 90 e atualidade

Nos anos 1990 a Inter teve um time recheado de craques alemães. Liderada por Lothar Matthäus, a equipe interista saiu de uma seca incomoda de títulos nacionais. Na Copa do Mundo de 1990, quem ergueu a taça foi o capitão da Beneamata.  

Klinsmann e Brehme são os outros alemães que fizeram parte daquela geração do início dos anos 1990 (Foto: Março Luzzani/FC Internazionale)

Na mesma Copa, o arqueiro histórico do clube Walter Zenga marcou um recorde até hoje a ser batido. Zenga só foi ser vazado na semifinal diante da Argentina na prorrogação. Ficando 517 minutos sem levar gol, ele também foi eleito pela IFFHS o melhor goleiro do mundo em 1989, 1990 e 1991.

Os anos 90 foi uma época grandiosa para o clube, tornando-se tri campeão da Copa da Uefa, com Ronaldo sendo protagonista na última conquista sobre a Lazio. Nessa época vários jogadores de renome jogaram pelo clube: Ronaldo, Zanetti, Djorkaeff, Roberto Carlos, Diego Simeone, Zamorano, tantos outros.

Desde 1990 a Internazionale tem pelo menos um jogador de seu plantel na final da Copa do Mundo. São eles:

1990 - Klinsmann, Lothar Matthäus e Andreas Brehme
1994 - Gianluca Pagliuca e Nicola Berti
1998 - Youri Djorkaeff e Ronaldo  
2002 - Ronaldo 
2006 - Patrick Viera e Materazzi
2010 - Wesley Sneijder
2014 - Rodrigo Palácio 

Materazzi conseguiu desequilibrar a final, tirando Zidane do jogo, em um momento de fúria do francês (Foto: Getty Images)

 
Possíveis jogadores da Internazionale na Rússia

O jovem lateral-direito João Cancelo, de 23 anos, é uma das possíveis caras da Inter na Copa do Mundo de 2018. Lateral da seleção portuguesa, o jogador coleciona convocações para a base. Foi vice-campeão da Eurocopa sub-20 em 2015. É uma das apostas do técnico Fernando Santos. 

É bem verdade que a participação da Croácia na última Copa do Mundo foi bem discreta. Eliminada no Grupo A, com três pontos, a seleção pouco se destacou. Assim como o meia-atacante Ivan Perisic. O jogador está indo para sua segunda Copa do Mundo. No Mundial do Brasil, ele participou do primeiro gol da única vitória dos croatas sobre Camarões, fez o cruzamento que originou no gol de Olic e marcou o tento sobre o México no último jogo, derrota por 3 a 1.

Polêmico e matador, o artilheiro Mauro Icardi pode ser uma das caras da seleção argentina na Copa da Rússia. Com Benedetto machucado, Icardi ganha força para disputar esta vaga com Higuaín. Esta seria a primeira Copa do Mundo dele, mas isso não seria problema. Mauro é acostumado com grandes responsabilidades: já são mais de 170 jogos pelo clube de Milão e é quem usa a braçadeira de capitão, apesar do elenco ter líderes como Handanovic e Miranda. 

O brasileiro Miranda é um dos líderes tanto da Inter quanto da seleção. O jogador vai pra sua primeira Copa do Mundo, aos 33 anos. Em 2014 Miranda foi campeão espanhol e da Supercopa da Espanha pelo Atlético de Madrid, e todos esperavam uma convocação, mas o então técnico da Canarinho, Luiz Felipe Scolari, optou por levar Henrique. Miranda tem dois títulos pela seleção brasileira: a Copa das Confederações em 2009 e o Superclássico das Américas em 2014.   

Outro jogador com destaque nas categorias de base, Matías Vecino é um dos jogadores que participam da reformulação no elenco uruguaio. Ele estreou pela seleção celeste diante do Brasil nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Vecino tem 26 anos e essa é sua primeira Copa. 

Além de possíveis estreantes em Copas, Miranda e Icardi podem se enfrentar em uma possível final (Foto: Getty Images)
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