Líder
da Bundesliga, modelo do RB Leipzig deveria ser exemplo no Brasil
Equipe do Leipzig em comemoração ao classificar para a Champions League em 2017 (Foto: Reprodução/RB Leipzig)

Que o auxílio por parte da empresa Red Bull contribui no sucesso da equipe alemã é fato, no entanto o dinheiro por si só não o consolidaria dentro das quatro linhas se não houvesse inteligência de gestão e o bom uso da grana. Em sete anos, o Leipzig subiu da quinta divisão à primeira, onde permanece desde 2016.

Com a política de contratações definida em uma faixa de 18 a 24 anos, obtém em seu elenco atual 26 atletas, destes, apenas dois possuem mais de 30 anos. O time do leste da Alemanha fechou o turno com o ataque que mais balançou as redes, com 48 gols. Dos sete ofensivos que compõem o plantel, o mais velho, o sueco Forsberg, tem 28 anos, dos demais, nenhum passa de 25.

O elenco rejuvenescido do Leipzig apenas se faz representativo na idade, já que seus líderes técnicos possuem experiência de medalhão. Para se ter uma ideia, o quarteto ofensivo de sucesso, responsáveis pelo ataque mais poderoso da competição, formado por Poulsen, Werner, Sabitzer e Forsberg estão juntos fazem três temporadas e têm 25, 23, 25 e 28 anos, respectivamente. Os quatro renderam aos cofres do clube um total de 21,25 milhões euros (cerca de R$ 96 milhões de reais) — considerado abaixo para os moldes do continente europeu —, credenciando outra virtude: inteligência no momento de gastar, investir.

Outra qualidade do apelidado Die Roten Bullen (Os Touros Vermelhos) é, certamente, sua responsabilidade financeira junto à manutenção do elenco. Há um teto estabelecido de gasto nas contratações, que os estimulam na descoberta de jogadores, na capacidade de enxergar jovens talentos substituindo a vaidade em atletas famosos. Quando descobertos — ação sempre muito bem executada —, o Leipzig se torna uma espécie de protecionista àqueles que contratou, e vira missão ‘quase impossível’ para outros times comprarem seus jogadores. Poulsen está por lá há mais de seis anos, enquanto Forsberg, Sabitzer e Werner fazem quatro, cinco e três.   

Caminho inverso no futebol brasileiro 

No Brasil, se faz comum equipes que gastam o superior às receitas, que priorizam medalhões, aqueles que viram figura central no mercado brasileiro quando retornam do exterior por falta de espaço e, aqui, nada resultam senão prejuízo. A disputa em profissionais deste perfil é por decorrência da incapacidade em revelar jovens. Além disso, quando formidáveis de dinheiro, os times priorizam o inchaço ao elenco, desviando as atenções no mais essencial em uma instituição futebolística: a descoberta por jovens astros.

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