Moisés nega soberba do Palmeiras para final do Paulista: "Sabemos que ainda tem mais 90 minutos"
O camisa dez alviverde em coletiva de imprensa (Foto: Divulgação/SE Palmeiras)

Na última segunda-feira, após a vitória no primeiro jogo da final do paulista contra o Corinthians, o camisa 10 do Palmeiras, Moisés, concedeu entrevista coletiva na Academia de Futebol.

Entre as finais do paulistão, o Palmeiras terá pela frente um jogo da Libertadores, contra o Alianza Lima. Para esse jogo, possivelmente alguns jogadores serão poupados. O volante alviverde comentou sobre a sequência de jogos do Palmeiras:

"É uma sequência pesada de jogos, um desgaste muito grande. Mas eu prefiro estar nessa sequência, melhor estar vivendo isso do que só treinando. Lembrando que não é o ideal, o certo seria ter um período um pouco maior pra se preparar pra jogos decisivos, mas não é o caso e a gente tem que entender isso. Faz parte do nosso calendário. E o Palmeiras, pensando nisso, montou um elenco muito qualificado e nesses momentos a gente tem que por a prova tudo o que foi planejado e construído nesses últimos anos ".

"Eu acredito que tenham mudança pelo desgaste, muitos jogos decisivos disputados, consequentemente quando se tem a oportunidade talvez tire um ou outro, vai depender das avaliações que a fisiologia vai fazer pra definir melhor o que será feito amanhã. O Palmeiras tem um grupo muito qualificado, caso tire um jogador ou outro, o que entrar está qualificado", completou sobre a mesma questão.

Moisés falou sobre "esquecer" o jogo contra o Corinthians e sobre a situação de ter um jogo decisivo por outra competição entre duas finais ide tanta importância para o clube:

"Sinceramente não tem como, é uma final que a gente está pra disputar no domingo. Mas nós somos profissionais e temos capacidade pra diferenciar momentos. A gente sabe que o jogo contra o Alianza Lima é tão importante quanto. No começo do ano deixamos claro que não iremos priorizar competições. É claro que quando você começa a se preparar deixa um pouco de lado o pensamento na final e foca no Alianza Lima".

Tendo a chance de jogar contra o Alianza Lima e contra o Corinthians, o polivalente volante palmeirense explicou suas funções dentro de campo e como ele pode faze-las com mais facilidade:

"Acho que são duas funções bem próximas (primeiro e segundo volante), onde eu tenho total tranquilidade pra desempenhar todas elas. No começo do ano ele (Roger) perguntou em quais funções cada jogador gostaria de jogar. Eu deixei em aberto pra ele porque minhas principais funções são de primeiro e segundo volante. Mas da forma que estamos jogando, o Felipe Melo não está preso e o Bruno com liberdade. Os dois tem essa liberdade. Eles jogam lado a lado, a mesma função que o Bruno exerce o Felipe exerce também. Então eu estou preparado pra jogar com que for".

Moisés comentou sobre o ganho de 'raça' do elenco alviverde, que era muito cobrado por isso nos jogos do começo do ano: 

"Nosso time começou a trazer esse espírito a alguns jogos, a ser um time mais brigador, pois técnica e taticamente a gente é muito evoluído. Nós precisávamos desse algo mais, desse espírito que a gente tá entrando todos os jogos. Nós implementamos esse estilo de jogo, e isso a gente tem que carregar, independente da competição, tem de ser nosso padrão de jogo".

Uma crítica muito feita sobre a final do paulista foi o estilo de jogo brigado que acabou acontecendo, com muitas faltas e até uma confusão no fim do primeiro tempo. Moisés disse que isso é algo adaptável por parte elenco alviverde:

"Vai de jogo pra jogo. Nós não entramos achando que seria dessa forma. O jogo foi tomando essa proporção e se você não entrar no clima, o adversário passa por cima. Nós jogamos da forma que o jogo pediu. É uma final que não acontecia há anos, e isso faz um jogo mais duro, com menos possibilidades. Você tem que jogar de acordo com o que o jogo pede".

Moisés falou também sobre poder atuar na função de primeiro volante, especificamente, onde se é utilizado um jogador com mais características defensivas: 

"É claro que eu não sou um Thiago Santos, que tem uma facilidade em roubar bola, mas eu consigo desarmar bastante no jogo. A partir do momento que equipe está muito compacta, todo mundo se ajudando, às vezes você rouba a bola porque seu companheiro já atrapalhou a adversário. Nosso time tem essa característica de todos se ajudarem e muitas das vezes quem rouba a bola é quem menos faz a força, que a  bola já chega mastigada. Mesmo que eu não desarme muito eu combato pra facilitar pro meu companheiro ter mais facilidade em roubar a bola".

Quanto ao clima de 'já ganhou' que está sendo veiculado pela imprensa para o jogo de volta da final do paulista, Moisés foi categórico: a soberba não está partindo do Palmeiras.

"Eu não vi (poster e taça de campeão para o Palmeiras, mostradas em um programa esportivo). Se colocaram isso, eles deveriam falar o porquê disso. Eu vi todas as entrevistas depois do jogo e nenhum jogador do Palmeiras deu como ganha a final. Ganhamos o jogo sim e sabemos que ainda tem mais 90 minutos. Jamais partiu do Palmeiras qualquer soberba, mas ao mesmo tempo isso não influência em nada a gente sabe do nosso trabalho, o que tem que ser feito e fazer da melhor forma possível, independente do que falarem fora".

 

 

VAVEL Logo