Luxemburgo lamenta morte de George Floyd, mas minimiza racismo
Luxemburgo  afirmou que "muitos brancos morrem daquele jeito" (Foto: Reprodução / SE Palmeiras)

A execução de George Floyd, afro-americano morto por um policial branco por asfixia com um joelho, segue repercutindo mundo afora. Até mesmo no meio esportivo brasileiro o crime é repercutido. Vanderlei Luxemburgo, atual técnico do Palmeiras, também falou a respeito em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo" nesta quinta-feira (04). E deu declarações polêmicas.

O treinador fez questão de criminalizar o ocorrido com George Floyd. Ele, porém, deu a entender que certos casos em que falam de racismo têm um ar de vitimismo: "Essa questão aflorou muito nos Estados Unidos. É uma discussão bem doida para se chegar ao consenso. O que houve lá foi brutal, foi uma covardia. Aqui no Brasil existem algumas situações. Mas eu vejo em algumas situações que se tratam como racismo o que é totalmente desnecessário se tratar como racismo", polemizou.

Para ele, pessoas de outras cores de pele também sofrem com situações semelhantes: "Isso o que aconteceu é racismo. Existiu uma ira, uma raiva. Da mesma forma como morreu, morre muito branco também de formas agressivas, de sacrificar. É complicado, muito complexo", declarou Luxemburgo

Para finalizar, Luxemburgo classificou como "bobagem" os supostos atos racistas no futebol brasileiro. "Eu discuto muito no futebol, que é a minha área. Acho que os atos de racismo no futebol são provocados e eu achava que deveriam ser deixados de lado. Dão muito prestígio, muito moral à maneira como se trata o racismo no futebol. Nada mais é do que uma bobagem, ao meu ver. Aquilo, sim, que o cara fez é racismo puro. Mas no futebol o cara brincar com o outro, gozar o outro para desestabilizar o camarada, dizer que aquilo ali é ato de racismo, não sei. Mas é uma discussão longa", encerrou.

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