São Paulo acerta parte dos salários atrasados antes da retomada do Paulistão
(Foto: Divulgação/ Twitter São Paulo)

A década não está fácil para o São Paulo. Tornou-se muito comum problemas internos tomarem os holofotes na mídia, maus resultados em campo e a seca de títulos. A última conquista do Tricolor foi em 2012, quando conquistou a Copa Sul-Americana.

A falta de troféus no Morumbi é um fator que gera incômodo na torcida. Enquanto o são-paulino vê seus rivais – Corinthians, Palmeiras e Santos – colecionarem diversas taças entre 2010 a 2019, o São Paulo amargou péssimas lembranças durante esses anos.

A missão da atual diretoria é blindar o elenco para quebrar essa seca de títulos. Com os rivais enfraquecidos devido a pausa por conta da pandemia, o Tricolor vem adotando posturas para deixar o ambiente interno saudável.

O primeiro passo foi concentrar todos os jogadores, por sete dias, no centro de treinamento de Cotia. Outro artifício foi pagar os salários atrasados aos jogadores do elenco com o dinheiro da venda de Antony. A diretoria começou a quitar 50% da CLT referente aos meses de junho e julho. O clube ainda negocia com alguns atletas reduzir o salário CLT em 25%, com a ideia de efetuar o pagamento integral apenas em 2021.

No entanto, vale frisar que o São Paulo ainda sofre por problemas financeiros. O Tricolor ainda segue com dificuldades para efetuar o pagamento de salários, que tem uma folha mensal de R$ 12 milhões, e acumula uma dívida de mais de R$ 500 milhões. 

Segundo o balanço financeiro do clube, o time do Morumbi ainda teve um déficit de R$ 156 milhões em 2019. A diretoria também estima que, por não receber a torcida neste período de pandemia, o clube sofrerá um prejuízo entre 30% a 40% no final do ano.

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