Abel Braga reclama de arbitragem e exalta raça do Inter
Abel Braga em Internacional 0 a 0 Corinthians (Foto: Divulgação / SC Internacional)

O agônico final do Campeonato Brasileiro 2020 teve no Beira-Rio um dos capítulos mais emocionantes. Precisando de um gol para encerrar um jejum de 41 anos, o Internacional ficou no empate por 0 a 0 contra o Corinthians, nesta quinta-feira (25), na 38ª rodada do Brasileirão. Após a peleja, Abel Braga deu uma emocionante entrevista coletiva.

O vice-campeão falou sobre o clima do elenco após o encerramento da partida. Ele voltou a falar, também, de erros da arbitragem contra o Colorado nas partidas contra Flamengo e Corinthians. "Não sei se pela televisão dá para ver a cor dos olhos. Foram só lágrimas depois da partida no vestiário. A dor não é só porque não levamos o que todo colorado quer e está esperando há 41 anos. Nos tiraram semana passada. Ali, sim, existia vantagem. Vê o pênalti a favor do Flamengo contra o Grêmio. Incrível. Depois, se não foi pênalti (no toque de braço de Ramiro), poderíamos fazer o gol. Ele tinha que deixar seguir, mas parou logo a jogada. O outro é que a bola que o Cássio soltou, ele marcou antes. Deu falta. Falta de quem? É duro", disparou.

Ao menos na partida contra o Corinthians, o Internacional teve vantagem em todas as estatísticas. O Colorado teve 52% de posse de bola e chutou dezesseis vezes a gol (contra seis dos paulistas), sendo cinco certas (ante uma do Timão).

Extra-campo

Abel Braga fez questão de elogiar a raça que os atletas deixaram em campo enquanto ele comandou o a equipe. "Houve uma entrega absurda, anormal, fantástica dos jogadores. Uma equipe que jogou muito. Me sinto orgulhoso pelo que fiz. Esses jogadores têm que se sentir orgulhosos. Eles resgataram a confiança que o torcedor tinha perdido. A lamentar que não puderam ver de perto", afirmou.

Saindo do Internacional e deixando a vaga na casamata para Miguel Ángel Ramírez, Abel Braga comemorou um recorde muitíssimo especial na história colorada. "Fica o legado. Trabalho muito bom, prazeroso. Sem problema, mas fica a dor. Mais um vice-campeonato, o terceiro com o Inter: 2006, Bahia e agora. Sei que pelas conquistas deixei muita esperança no torcedor, mas consegui criar na vida. Creio que pela minha lisura, lealdade ao clube, consegui o que nem em sonho poderia. Ela veio ocorrer justamente no Inter, clube pelo qual prezo, respeito e amo. Levo uma placa maravilhosa. Foram 340 jogos. O treinador que mais dirigiu o clube. Agora sim. Foi mais que tudo. Sei que entrei para história do clube. Ficarei sempre torcendo. Esta relação... é quase inexplicável. Meus amigos perguntaram o que eu faria no Inter. O time em primeiro, as coisas começaram mal. Saio orgulhoso das pessoas que trabalhei, do que conquistei. Dou um até breve, até logo. Futebol você não sabe o que ocorrerá amanhã. Fica o legado", finalizou.

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