Há 20 anos, Atlético de Marques vencia 'expressinho' do Cruzeiro e conquistava Copa Centenário

Em 9 de agosto de 1997, Galo superava Raposa num Mineirão abarrotado de torcedores para se sagrar campeão do torneio

Há 20 anos, Atlético de Marques vencia 'expressinho' do Cruzeiro e conquistava Copa Centenário
Vitória por 2 a 1 deu o título ao Atlético (Foto: Osmar Ladeia/Especial à VAVEL Brasil)
Atlético-MG
2 1
Cruzeiro
Atlético-MG: Paulo César; Dedimar, Sandro, Luís Eduardo, Dedê; Bruno (Neguete), Doriva, Jorginho (Gutemberg), Leandro; Valdir (Hernani), Marques. Técnico: Emerson Leão.
Cruzeiro: Rodrigo Posso; Ricardo, João Carlos, Odair, Gustavo (Tico); Reginaldo, Marcos Paulo (Donizete Amorim), Geovanni, Roberto Gaúcho (Da Silva); Cleisson, Fábio Junior. Técnico: Wantuil Rodrigues.
Placar: 1-0, min. 45/1ºT, Leandro Tavares. 1-1, min. 27/2ºT, Odair. 2-1, min. 34/2ºT, Valdir.
ÁRBITRO: Lincoln Afonso Bicalho (MG).
INCIDENCIAS: Partida válida pela final da Copa Centenário de Belo Horizonte, realizada no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte/MG, no dia 9 de agosto de 1997.

Há exatos 20 anos, o Atlético-MG e Cruzeiro protagonizavam a decisão da Copa Centenário de Belo Horizonte. No Mineirão lotado, o Galo levou a melhor sobre a Raposa para ficar com o título do torneio. Leandro Tavares e Valdir marcaram a favor do time alvinegro, enquanto Odair fez o da equipe celeste.

A Copa Centenário BH foi elaborada pela FMF (Federação Mineira de Futebol), com respaldo da PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) e de veículos de comunicação, para comemorar o 100º aniversário da capital mineira. Além das duas potências de Minas Gerais, Atlético e Cruzeiro, o torneio também reuniu América-MG, Benfica (POR), Corinthians, Flamengo, Milan (ITA) e Olimpia (PAR).

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Galo e Raposa realizaram as melhores campanhas da primeira fase, credenciando-os à final da Copa. O time atleticano conquistou uma vitória e dois empates, terminando em primeiro do Grupo A, com cinco pontos, dois à frente de América e Milan. O Corinthians obteve apenas dois pontos e encerrou sua participação na lanterna.

O Cruzeiro, por outro lado, fez uma primeira fase impecável, mesmo com o time titular focado na Copa Libertadores da América. O ‘expressinho’, uma equipe alternativa comandada por Wantuil Rodrigues, obteve três vitórias em três jogos e se classificou à final isolado na liderança do Grupo B, com nove pontos. Flamengo, Olimpia e Benfica ficaram pelo caminho.

Então, no dia 9 de agosto de 1997, os jogadores de Atlético e Cruzeiro pisaram no gramado do Mineiro para duelar pelo título da Copa Centenário. De um lado, o Galo do jovem atacante Marques, que despontava para o futebol e, à época, nem pensava no quão ídolo seria da massa atleticana. Do outro, um time cruzeirense alternativo cujo tinha no meia Geovanni, de apenas 17 anos, a esperança de boas jogadas.

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Mais de 39 mil torcedores no Mineirão (Foto: Osmar Ladeia/Especial à VAVEL Brasil)
Mais de 39 mil torcedores no Mineirão (Foto: Osmar Ladeia/Especial à VAVEL Brasil)

A maioria dos jogos do torneio teve baixo público, mas, na decisão, torcedores atleticanos e cruzeirenses foram em peso ao Gigante da Pampulha: 39.095 pagantes preencheram as arquibancadas do estádio naquela tarde de inverno.

O Atlético dominou o primeiro tempo. Os atacantes Valdir e Marques não deram trégua à defesa celeste. Marques, inclusive, recebeu uma bola dentro da área e cruzou na segunda trave, onde encontrou Jorginho. O camisa 10 alvinegro botou a bola para dentro do gol, mas o bandeirinha assinalou impedimento, anulando o gol. Mas, aos 45 minutos do primeiro tempo, o Galo abriria o marcador. Jorginho rolou para o meia Leandro Tavares, que arrematou de canhota, no canto esquerdo de Rodrigo Posso.

Na etapa final, o jogo pegou fogo. Aos 15 minutos, o capitão do Cruzeiro, Cleisson, desferiu um soco no estômago de Leandro Tavares, mas a arbitragem não percebeu a agressão, e o confronto prosseguiu. A Raposa cresceu na partida e chegou ao empate aos 27 minutos. Em cobrança de falta, Donizete Amorim colocou a bola na cabeça do zagueiro João Carlos, que passou para o seu companheiro de zaga, Odair, testar firme e igualar o placar.

Placar do Mineirão informa: é gol do Cruzeiro (Foto: Osmar Ladeia/Especial à VAVEL Brasil)
Placar do Mineirão informa: é gol do Cruzeiro (Foto: Osmar Ladeia/Especial à VAVEL Brasil)

O gol deu ânimo ao ‘expressinho’, que foi com tudo para cima do Galo. No entanto, aos 34 minutos, o Atlético desempatou o duelo. O lateral-direito Dedimar cruzou, Marques desviou de cabeça, e Valdir se jogou em direção à bola para estufar as redes celestes. O Mineirão foi abaixo com o gol, e a torcida soltava o grito de “ah, eu tô maluco!”.

Logo depois do apito final do árbitro Lincoln Afonso Bicalho, Valdir conversou com repórteres e ressaltou a dificuldade para superar o Cruzeiro. “Graças a Deus, muito difícil. Tivemos que jogar, fazer três [gols] e até mesmo deixar de bater um pênalti para conseguir o título. Mas assim foi melhor. Graças a Deus soubemos aproveitar a oportunidade. Valeu o título”, disse.

Capitão do Atlético recebe o troféu da Copa Centenário de BH (Foto: Osmar Ladeia/Especial à VAVEL Brasil)
Capitão do Atlético recebe o troféu da Copa Centenário de BH (Foto: Osmar Ladeia/Especial à VAVEL Brasil)

Atlético MG