Sevilla 2017/18: nova reconstrução e busca por títulos
Foto: Hugo Alves/VAVEL Brasil

O Sevilla prometia bastante na temporada. Nova postura no comando técnico após a chegada de Jorge Sampaoli para suprir a saída de Unai Emery, que foi contratado pelo PSG. Entretanto, as atuações tiveram algumas críticas, alguns jogadores não renderam como o esperado e a equipe ficou sem conquistar nenhum título depois de algum tempo. Ao fim das contas, uma suada vaga na fase preliminar da Uefa Champions League garantiu mais um ano de competição europeia.

Na vindoura temporada, os andaluzes irão buscar um melhor ano. Com novas dúvidas quanto ao trabalho, uma vez que a comissão técnica foi novamente reformulada antes do previsto e o diretor de futebol deixou o clube após longas eras, o Sevilla busca voltar ao cenário internacional com conquistas e não com lamentos. Veja, abaixo, como o time se prepara para as competições programadas para disputa: a Copa do Rei, o Campeonato Espanhol e a Uefa Champions League.

Tour pela Ásia e adversários de mesmo nível

Com o fim da Liga, veio o recesso. Aos poucos, as atividades voltaram ao normal e o Sevilla disputou os primeiros jogos de pré-temporada e iniciou os trabalhos no Japão. Foram dois jogos. No primeiro, vitória sobre o Cerezo Osaka por 3 a 1. Em seguida, derrota diante do Kashima Antlers por 2 a 0 na J-League World Challenge.

De volta ao continente europeu, disputou a Emirates Cup em Londres e foi vencedor nos dois confrontos a serem disputados. Derrotou o RB Leipzig por 2 a 1 e levou a melhor sobre o anfitrião Arsenal por 1 a 0. Depois, disputou três amistosos, com um empate, uma vitória e uma derrota. Foi derrotado pelo Southampton (2 a 0), empatou com o Everton (2 a 2) e venceu a Roma por 2 a 1 no último teste de pré-temporada.

Transferências

Com a saída de Monchi da direção de futebol e a chegada de Óscar Arias para o cargo, a mudança também foi sentida no elenco. A começar pela comissão técnica. Jorge Sampaoli deixou o clube para treinar a Seleção Argentina e Eduardo Berizzo não renovou o contrato com o Celta de Vigo. Berizzo assinou contrato até 2019. Vários jogadores que renderam pouco ou aquém do esperado foram negociados ou devolvidos após empréstimo. Saíram os laterais Mariano e Trémoulinas, o zagueiro Rami, os meio-campistas Cristóforo, Konoplyanka, Kranevitter, Nasri, Iborra e Vitolo, além dos atacantes Jovetic, Vietto e Juan Muñoz.

Em contrapartida, chegaram jogadores que já atuaram no clube espanhol e tem certa medida de reconhecimento nacional e internacional por causa de suas atuações. Os defensores Guido Pizarro, Simon Kjær e Sébastien Corchia, os meias Éver Banega e Jesús Navas, além dos atacantes Luis Muriel e Nolito são as caras novas do Sevilla para a temporada.

Berizzo e nova missão de fazer história

O argentino Eduardo Berizzo foi contratado pelos diretores para substituir Jorge Sampaoli no comando técnico da equipe alvirrubra. Aos 47 anos de idade, será a maior missão da carreira comandar um clube com história no continente. E a missão vai ser a mesma do clube anterior, o Celta de Vigo. Fazer uma boa campanha em escala nacional e reconduzir o time às glórias continentais.

A carreira de Toto é curta e sem muita expressão. Começou no Estudiantes de la Plata, mas passou pouco tempo e dirigiu o chileno O’Higgins por três anos. Após boas temporadas, aproveitamento considerado bom e títulos nacionais conquistados, foi contratado pelo Celta. Na equipe galega, foram três Campeonatos Espanhóis disputados, além de uma histórica Uefa Europa League. O time por muito pouco não chegou à decisão do segundo torneio interclubes mais importante do futebol europeu e vendeu caro a eliminação nas semifinais para o Manchester United.

Expectativas

Depois de conquistar três Europa League consecutivas, o Sevilla viveu uma temporada de entressafra, com poucas metas atingidas. Muita expectativa foi criada com Jorge Sampaoli e sua característica de futebol ofensivo, mas a irregularidade em campo prevaleceu. Na Uefa Champions League, uma boa campanha na fase de grupos, mas a eliminação diante do Leicester resultou em nenhum título no ano, uma vez que o time não disputou a UEL e estava longe dos líderes do Campeonato Espanhol. Além disso, a ascensão do Atlético de Madrid na metade final da Liga, que culminou em tirar os andaluzes da vaga direta na UCL incomodou a torcida. Um outro fator foi a negociação de Sampaoli durante a reta final da temporada.

Lições foram tiradas e o time agora tenta voltar a ser vencedor sob nova direção. Com nova diretoria de futebol e nova comissão técnica, o foco é voltar a ser competitivo em todas as frentes, principalmente a de maior visibilidade. Aos poucos, com a implementação da filosofia de Eduardo Berizzo, a expectativa é de um Sevilla competitivo e forte.

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