Na fuga contra rebaixamento, CSA mira retrospecto positivo em casa diante do Atlético-MG
Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

Apesar de opostas situações e panoramas, o objetivo é o mesmo: se distanciar das últimas posições na tabela de classificação. Na noite desta quarta-feira (16), CSA e Atlético-MG se enfrentam em jogo válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A 2019 no Estádio Rei Pelé, em Maceió/AL. De um lado, os alagoanos brigam para deixar a zona de rebaixamento e conta com o retrospecto recente de conquistar quatro vitórias e um empate nos últimos cinco jogos disputados em casa. Por outro lado, os mineiros venceram apenas um dos últimos 11 jogos, saíram da briga por primeiras posições e vêm como novo comando técnico.

No último fim de semana, o Azulão do Mutange foi derrotado pelo Goiás por 1 a 0 e voltou à zona de rebaixamento com a vitória do Ceará sobre o Avaí pelo mesmo placar. O clube soma 25 pontos e está na 17ª posição. Em contrapartida, o Galo foi goleado em casa pelo Grêmio por 4 a 1, que culminou na demissão de Rodrigo Santana e permaneceu na 11ª colocação, com 31 pontos. As equipes se enfrentaram no primeiro turno na Arena Independência, em Belo Horizonte/MG, e o Atlético goleou por 4 a 0.

Conhecedor do próprio terreno

A ideia de jogo do CSA é somar o máximo de pontos possível dentro de casa. Segundo o trabalho feito pela comissão técnica, campo, time e torcida devem estar em uma sintonia que conduza o clube aos resultados positivos. Apesar das modificações dentro de campo pelo calendário corrido, o grupo estar em uma única direção favorece o bom trabalho e a busca por mais uma vitória, o que seria a quinta nos últimos cinco jogos como mandante.

O técnico Argel Fucks vai fazer mudanças em relação ao time que entrou em campo no último fim de semana. Quatro jogadores voltam a ter condições de jogo. O volante Dawhan cumpriu suspensão automática, o também volante João Vitor está completamente recuperado de uma virose, o zagueiro Alan Costa também está restabelecido de lesão na coxa e o lateral Apodi eliminou qualquer desgaste físico elevado. Em contrapartida, o volante Jean Cléber apresentou desgaste muscular e deve ficar no banco de reservas. O goleiro Jordi e o atacante Ricardo Bueno, com lesões na coxa, são dúvidas, com tendência de não jogarem.

Foto: Augusto Oliveira/RCortez/CSA
Foto: Augusto Oliveira/RCortez/CSA

Um dos jogadores que ganharam mais destaque nesse momento de subida de desempenho do CSA no Brasileirão é o atacante paraguaio Héctor Bustamante. O jogador é usado em uma espécie de ponta-direita, com velocidade para trabalhar pelo lado e ser bem ativo nas finalizações. Em entrevista coletiva, Bustamante afirmou que entende a dificuldade do jogo, mas que o time vai se esforçar para ganhar e manter o time na Série A.

“Estamos preparados e sabemos lidar com a pressão. Sabemos que será um jogo difícil, mas estamos tranquilos. Vamos fazer o nosso jogo, que é o nosso objetivo, para ganharmos em casa. Estou aqui com o objetivo de fazer meu melhor sempre para manter o clube na Série A, o time merece. Estou trabalhando muito com meus companheiros para manter o CSA na primeira divisão”, disse.

Sob nova direção

Dentre as 20 equipes que estão na elite do futebol brasileiro e que disputam o returno, o Atlético-MG é o quinto pior, com apenas uma vitória e 22% de aproveitamento. Nos últimos 11 jogos, a equipe só venceu o Ceará e viu a briga por vaga em torneios continentais se distanciar. Após ser goleado em casa no fim de semana, a diretoria anunciou a mudança no comando técnico. Saiu Rodrigo Santana, entrou Vagner Mancini.

Com pouco conhecimento do elenco, além do tempo reduzido para montar sua estratégia de jogo, o novo treinador do Galo realizou apenas uma atividade em Alagoas. Sem observações da imprensa, é bem possível que o novo treinador deva manter o esquema de seu antecessor, Rodrigo Santana, nas duas últimas partidas que atuou como visitante, quando empatou com o Palmeiras e foi derrotado pelo Flamengo.

Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG
Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

Vagner Mancini tem contrato vigorado até o próximo mês de dezembro. São 13 jogos para terminar a temporada de maneira honrosa e evitar que a queda na tabela de classificação acentue e chegue à situação de seu arquirrival Cruzeiro, mergulhado na degola. O técnico explicou em sua apresentação o que pretende fazer nessas partidas, suas expectativas para o confronto diante do CSA e o que o torcedor alvinegro poderá ver.

“A partir do momento que ganho essa oportunidade de mostrar meu trabalho, tenho um desafio a mais de passar o que vivi em quase 40 anos de futebol, mas também de conquistar essa torcida que incentiva o jogo inteiro. Eu já tive a chance de jogar contra o Galo e quero usufruir dessa força. É um jogo difícil. O CSA luta para sair de posição incômoda, o que torna o jogo mais difícil. Sabemos que, na Série A do Brasileirão, não se pode titubear. O que posso dizer é que o CSA terá um adversário muito valente. Talvez o torcedor não veja no jogo contra o CSA o que eu penso de futebol. A mudança demora um pouco. Mas a torcida verá um time intenso, agressivo, que eu acho que é a marca do Galo”, afirmou.

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