Retrospectiva VAVEL: em 2017, Cruzeiro encerra dois anos sem títulos ao faturar Copa do Brasil

Raposa conquistou sua quinta taça no torneio nacional após temporadas 2015 e 2016 completamente apagadas

Retrospectiva VAVEL: em 2017, Cruzeiro encerra dois anos sem títulos ao faturar Copa do Brasil
Foto: Editoria de Arte/VAVEL Brasil

Uma partida de futebol dificilmente apresenta, em sua totalidade, um mesmo panorama do início ao fim. Assim como um jogo, a temporada de um clube também tem aspectos diversos em seu decorrer, com alternância de bons e maus momentos. Esse foi o caso do Cruzeiro, que viveu semestres completamente diferentes em 2017 e registrou um "segundo tempo" bem mais brilhante que sua etapa inicial.

No primeiro semestre, a queda precoce na Copa Sul-Americana e a derrota na final do Campeonato Mineiro para o rival Atlético sequer deram pistas do que os últimos seis meses guardavam para o clube celeste. Em setembro, a Raposa levantou o troféu da Copa do Brasil após 14 anos, garantindo vaga na Libertadores de 2018. Ainda, terminou o Campeonato Brasileiro com um agradável quinto lugar.

Se a temporada do Cruzeiro fosse um jogo, certamente teria um primeiro tempo desanimador, com poucas finalizações e muitos erros. Mas, para compensar, uma mudança de postura no intervalo registraria uma etapa complementar cheia de emoções para o torcedor celeste. Emocionante a ponto de agregar mais uma estrela à recheada sala de troféus do clube mineiro. Por tudo isso, a VAVEL Brasil vai relembrar o ano de 2017 do Cruzeiro.

Início de temporada

O Cruzeiro começou 2017 com a expectativa de voltar a levantar um troféu após dois anos muito apagados. A Raposa foi bicampeã brasileira em 2013/2014, além de finalista da Copa do Brasil de 2014 e, nas duas temporadas seguintes, não conquistou absolutamente nada. Para este ano, o técnico Mano Menezes foi mantido no comando da equipe, após salvar o time celeste do rebaixamento para a Série B pela segunda vez, em 2016.

No dia 2 de janeiro, na tradicional Missa de Ação de Graças pelo aniversário do Cruzeiro (completou 96 anos em 2017), o então presidente, Gilvan de Pinho Tavares, anunciou o meia Thiago Neves como um presente para a torcida. A conta oficial do clube celeste no Twitter chegou a apagar o anúncio logo em seguida, causando certo burburinho, mas a negociação de fato se concretizou.

Thiago Neves acabou sendo o destaque do Cruzeiro em 2017 (Foto: Marcelo Zambrana/Light Press)

Ainda em janeiro, o Cruzeiro acertou o rearranjo de Klauss Câmara, então diretor das categorias de base do clube, para a função de diretor de futebol. Ele passou a ocupar o lugar de Thiago Scuro, que deixou a Raposa no fim de 2016 e participou das negociações da equipe para esta temporada com os reforços Diogo Barbosa, do Botafogo, Luis Caicedo, zagueiro equatoriano vice-campeão da Libertadores de 2016, e Hudson, vindo do São Paulo em troca com Neílton. 

Além dessas novas caras no elenco celeste, houve também saídas. O zagueiro Bruno Rodrigo deixou o clube no fim de 2016, e os também defensores Fabrício Bruno e Douglas Grolli foram para a Chapecoense.

Três dias e duas quedas

Na montanha-russa da temporada do Cruzeiro, o começo do mês de maio certamente foi um dos pontos mais baixos. Em três dias, a equipe celeste perdeu o Campeonato Mineiro para o Atlético e deu adeus à Copa Sul-Americana ainda na primeira fase, para o modesto Nacional, do Paraguai. 

No dia 30 de abril, a Raposa duelou com o Galo pelo jogo de ida da final do Campeonato Mineiro e empatou em 0 a 0 no Mineirão. Na volta, marcada para 7 de maio na Arena Independência, o enredo se voltou todo para o lado atleticano. Robinho abriu o placar para os donos da casa e Ramón Ábila deixou tudo igual, mas Elias fez 2 a 1 para o Atlético e deu o título do estadual para o Galo. 

Três dias depois, o Cruzeiro enfrentou o Nacional-PAR fora de casa, pela primeira fase da Copa Sul-Americana. A Raposa havia vencido o time paraguaio por 2 a 1 na partida de ida, mas perdeu pelo mesmo placar no jogo de volta. A decisão foi para os pênaltis e o Nacional venceu por 3 a 2, eliminando o Cruzeiro em 10 de maio. 

O Cruzeiro caiu ainda na primeira fase da Sul-Americana (Foto: Jorge Adorno/Reuters) 

Alô, Campeonato Brasileiro!

As decepções no estadual e na Sul-Americana fizeram com que o Cruzeiro voltasse todas as atenções para os torneios nacionais em disputa: Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. No Brasileirão, a Raposa estreou com uma vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, no dia 14 de maio, em trajetória que se encerrou com um empate em 2 a 2 com o Botafogo, no dia 3 de dezembro. O clube terminou na quinta colocação, com 57 pontos.

POSIÇÃO TIME P J V E D  
5º lugar Cruzeiro 57 38 15 12 11  

A equipe celeste fez uma campanha mediana no primeiro turno da principal competição nacional. A melhor colocação foi a vice-liderança após a terceira rodada, mas de forma isolada. A faixa em que mais esteve na primeiro metade do Brasileirão foi entre sexta e oitava posições, sendo o 13º lugar o ponto mais baixo que o Cruzeiro foi na tabela de classificação do turno inicial.

O segundo turno da Raposa, no entanto, foi significativamente melhor. Na rodada inicial, ocupou a nona posição, ficando em sexto nas quatro seguintes. A partir disso, na 25ª rodada, o time mineiro estacionou na quinta colocação do Brasileiro, de onde saiu apenas uma vez, mas voltou logo em seguida. A campanha celeste no turno final do Brasileirão foi bem mais regular que a trajetória da primeira metade da competição. 

O artilheiro do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro de 2017 foi o meia Thiago Neves, com 11 gols anotados. O camisa 30 da Raposa foi eleito o melhor meia da competição ao lado de Hernanes, do São Paulo. Na lista da artilharia celeste, o atacante Sassá aparece em segundo, com seis tentos anotados, enquanto Rafael Sóbis fecha o Top 3, com quatro gols marcados pelo clube mineiro. 

Copa do Brasil: um capítulo à parte

Em novembro de 2016, o Grêmio bateu o Atlético-MG na decisão da Copa do Brasil e se isolou na lista de maiores campeões da Copa do Brasil, com cinco conquistas. Não demorou um ano para que o Cruzeiro, que passou a ser o segundo nessa relação de equipes, voltasse a dividir a soberania da competição com o time gremista. Em setembro, a Raposa conquistou sua quinta taça do torneio mata-mata.

O Cruzeiro venceu a Copa do Brasil de 2017 (Foto: (Cristiane Mattos/Light Press/Cruzeiro)

O Cruzeiro disputou a Copa do Brasil desde o início da competição, diferentemente de algumas equipes que entraram direto nas oitavas por participação na Libertadores da América deste ano. Na primeira fase, uma vitória por 2 a 1 sobre o Volta Redonda fora de casa garantiu o avanço da Raposa, que goleou logo em seguida o São Francisco-PA por 6 a 0. Na terceira etapa, os mineiros passaram pelo Murici-AL com dois triunfos, por 2 a 0 e 3 a 0.

O duelo mais difícil do Cruzeiro na Copa do Brasil até então veio na quarta fase, quando o São Paulo apareceu no caminho celeste. No jogo de ida, em território paulista, a Raposa arrancou um triunfo por 2 a 0, trazendo a vantagem para seus domínios. No Mineirão, o tricolor venceu por 2 a 1, mas o bom resultado fora de casa garantiu ao Cruzeiro a classificação.

Eliminada na Libertadores, a Chapecoense foi a adversária da Raposa nas oitavas. A primeira partida, realizada no Gigante Pampulha, teve vitória do Cruzeiro por 1 a 0, com um golaço do garoto Raniel com apenas dois minutos de jogo. A equipe mineira levou o resultado positivo na bagagem para Santa Catarina, onde ninguém mexeu no placar: 0 a 0 na Arena Condá, e Cruzeiro classificado.

Raniel fez o gol salvador do Cruzeiro contra a Chape, ainda no jogo de ida das oitavas (Foto: Agência i7)

Outro alviverde pintou no percurso celeste, mas desta vez nas quartas. Depois de passar pelo Internacional nas oitavas, o Palmeiras foi o oponente da Raposa, em fase emblemática. O jogo de ida teve mando paulista, em duelo cujo primeiro tempo terminou com o placar de 3 a 0 para o Cruzeiro. Thiago Neves, Robinho e Alisson marcaram para o clube mineiro antes do intervalo, em jogo que ainda prometia uma escrita quase improvável.

No segundo tempo, o Palmeiras fez três gols em exatos 20 minutos, com Dudu (2) e Willian, empatando em 3 a 3. Tudo ficou por ser decidido no Mineirão, onde o time paulista abriu o placar com Keno, ao 26'. Pressionado pelo relógio, o Cruzeiro partiu para cima do Porco e chegou ao empate aos 40 com Diogo Barbosa. Por ter marcado mais gols fora de casa, a equipe mineira avançou.

Diogo Barbosa fez o gol que garantiu o Cruzeiro na semifinal (Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Assim como na semifinal de 2016, o Grêmio foi o adversário do Cruzeiro na etapa pré-decisão. Mas, se no ano passado a escrita foi totalmente desagradável para o lado celeste, em 2017 ocorreu de forma bem diferente. O tricolor venceu o jogo de ida por 1 a 0 em casa, ao passo que a Raposa triunfou pelo mesmo placar na volta, com gol de Hudson. A decisão, com isso, foi para os pênaltis. 

Os primeiros cobradores converteram: Fernandinho para o Grêmio e Sóbis para o Cruzeiro. Em seguida, Edílson mandou na trave, e Robinho parou na defesa de Marcelo Grohe. Os gremistas voltaram a errar, desta vez com Everton mandando no travessão, mas, na sequência, Grohe pegou o chute de Murilo. O volante Arthur e o atacante Raniel converteram após duas falhas, e Fábio defendeu a cobrança de Luan. Para finalizar, Thiago Neves foi feliz ao deslocar o arqueiro gremista e classificou o Cruzeiro: 3 a 2 nas penalidades.

Hudson foi um dos heróis da classificação do Cruzeiro contra o Grêmio (Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Após 14 anos, a Raposa voltou a enfrentar o Flamengo na decisão da Copa do Brasil, assim como foi em 2003. Se os mineiros levaram a melhor no começo do século, o intervalo de quase duas décadas e meia até 2017 guardou o mesmo. A partida de ida terminou empatada em 1 a 1, no Maracanã, com gols de Lucas Paquetá para os donos da casa e Arrascaeta para os mineiros. Decisão? No Gigante da Pampulha.

Fábio defendeu a cobrança de Diego Ribas na decisão (Foto: Cristiane Mattos/Light Press/Cruzeiro)

No dia 27 de setembro, para mais de 61 mil torcedores, as equipes não mexeram no placar no tempo regulamentar. Aos quatro minutos de jogo, o jovem Raniel caiu sozinho no gramado com lesão em ambas as coxas e deixou o campo de forma precoce e dramática. No intervalo, foi a vez de Robinho não voltar para o jogo também por uma lesão na coxa. A tensão do jogo e dos olhares de cada um dos espectadores viram tudo se desenrolar nas penalidades máximas.

Henrique e Paolo Guerrero abriram as cobranças com eficiência. Na sequência, os zagueiro Léo (CRU) e Juan (FLA) fizeram o mesmo: 2 a 2. O volante Hudson deixou o Cruzeiro à frente, e o meia Diego parou na defesa do goleiro Fábio, mantendo a Raposa com a vantagem. Em seguida, o lateral Diogo Barbosa acertou em cheio o ângulo esquerdo.

O também lateral-esquerdo Trauco converteu para o Flamengo, e, novamente, tudo ficou nos pés de Thiago Neves. O camisa 30 da Raposa escorregou na cobrança, mas conseguiu mandar no canto esquerdo alto de Muralha, que pulou para seu canto direito em absolutamente todas as cobranças do time mineiro. 

Thiago Neves converteu o pênalti que deu o título da Copa do Brasil ao Cruzeiro (Cristiane Mattos/Light Press/Cruzeiro)

Nas penalidades, 5 a 3 para o Cruzeiro e título para a Raposa, que não vencia a Copa do Brasil há 14 anos. O pentacampeonato celeste coroou o segundo semestre do clube e teve o atacante Rafael Sóbis como artilheiro não só do time, mas também da competição: cinco gols. A conquista de 2017 se juntou às de 1993, 1996, 2003 e 2003.

Sina dos três gols

Um divisor de águas da temporada do Cruzeiro aconteceu na fusão de dois jogos, um da Copa do Brasil e outro do Campeonato Brasileiro. Como relembrado acima, o time sofreu três gols em 20 minutos no duelo de ida das quartas de final do torneio mata-mata contra o Palmeiras, em 28 de junho. Quatro dias depois, pelo Brasileirão, a Raposa foi derrotada por 3 a 1 pelo rival Atlético-MG, também após sair à frente no placar. 

Isso, certamente, não caiu bem em meio à torcida, que criticou o fato de a Raposa ter aberto o placar em ambos os casos (3 a 0 e 1 a 0) e ter tomado o empate e a virada em seguida. Na ocasião, a zaga celeste era composta por Léo e Caicedo, que vinha enfrentando problemas pessoais com a doença da mãe. O equatoriano, então, foi emprestado ao Barcelona de Guayaquil, quando o garoto Murilo ganhou chance de vez no time de Mano Menezes.

Murilo foi a revelação do Cruzeiro em 2017, além de solução para a zaga (Foto: Rafael Ribeiro/Light Press/Cruzeiro)

O treinador celeste, após derrota no clássico, chegou a fazer uma promessa. "Meu trabalho é em relação à equipe toda. Não é só da parte ruim. Quando faz gol, é meu também. Começou a fazer gol, é trabalho do treinador. A parte ruim, que é a parte defensiva, que caiu, também é parte do treinador. Vamos resolver. Só tem um jeito de resolver: é trabalhando. Penso que temos essa possibilidade novamente. Eu prometo ao torcedor do Cruzeiro que, no próximo jogo, o Cruzeiro não vai tomar três gols", disse.

De fato, não tomou, mas fez. No duelo seguinte ao dérbi mineiro, a Raposa enfrentou o Palmeiras, desta vez pelo Brasileiro e venceu por 3 a 1. Durante esses dias, o número 3 acompanhou o Cruzeiro em seus piores sonhos, mas foi literalmente um divisor de águas principalmente para a defesa da equipe.

Em ano de ascensão ao principal do Cruzeiro, Murilo agrega equilíbrio e tranquilidade à zaga da equipe

A partir do jogo contra o Palmeiras, o zagueiro Murilo assumiu ao titularidade do time, de onde não mais saiu. Além de desempenhar muito bem seu papel, o jovem que ascendeu ao profissional nesta temporada ainda ajudou o experiente Léo a acertar sua atuação.

Léo cresceu de atuação com ao lado de Murilo (Foto: Washington Alves/Cruzeiro)

Bastidores políticos

Temporada de histórias dentro das quatro linhas, mas também de aquecidos episódios fora delas. Assim pode ser definido o ano de 2017 do Cruzeiro, que viveu seu último trimestre de maneira bastante conturbada. Em 2 de outubro, Wágner Pires de Sá foi eleito presidente do clube para o triênio 2018/2020, apoiado pelo então cartola da Raposa, Gilvan de Pinho Tavares.

Wágner Pires de Sá vai comandar o Cruzeiro no triênio 2018/2020 (Foto: Jaci Silveira/Cruzeiro)

Clima pacífico após eleição do candidato da situação, certo? Errado. Poucos dias depois de bater Sérgio Santos Rodrigues no pleito, Wágner Pires de Sá perdeu o apoio de Gilvan, em 5 de outubro. Este discordou de algumas decisões do novo mandatário do clube, como a integração de Itair Machado ao corpo diretivo da instituição. “Não vou mentir. Nunca tive tanta decepção quanto no fim do meu mandato", disse Gilvan em sua coletiva na Toca da Raposa, em dezembro.

Assim que foi eleito, Wágner indicou que teria Itair ao seu lado, o que não agradou a Bruno Vicintin, então vice-presidente de futebol do clube. Por não abrir mão de nenhuma peça de sua equipe de gestão, Vicintin anunciou sua saída do clube mineiro em 4 de outubro, o que não parou por aí. Em novembro, Bruno chegou a registrar boletim de ocorrência contra Itair, acusando-o de tê-lo ameaçado de morte. 

Vicintin (esquerda) apoiou Wágner Pires de Sá em sua candidatura, mas rompeu dois dias depois (Foto: Isabelly Morais/VAVEL Brasil)

Além de Vicintin, Tinga anunciou que não trabalharia mais no clube por "princípios e gratidão". Ele era um dos profissionais dos quais Bruno não abria mão, como o diretor de futebol Klauss Câmara e o supervisor Pedro Moreira. O primeiro foi desligado para a chegada de Marcelo Djian, ao passo que o segundo permaneceu. 

Balanço de gestão

Desde 2012 no comando máximo do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares está passando o bastão para Wágner Pires de Sá no fim desta temporada. O agora ex-cartola da Raposa presidiu o clube em dois mandatos, nos triênios 2012/2014 e 2015/2017, cujos balanços foram bem distintos entre ambos os períodos.

Quando chegou à presidência da Raposa, Gilvan encontrou uma equipe que tinha acabado de escapar do rebaixamento. Em 2011, o clube celeste deixou para decidir sua permanência na elite na última rodada, quando goleou o rival Atlético-MG por 6 a 1. O ano de 2012, portanto, foi para recolocar a equipe no eixo, temporada sem grandes alardes e conquistas.

Gilvan comandou o Cruzeiro por seis anos seguidos (Foto: Isabelly Morais/VAVEL Brasil)

O ano de 2013, no entanto, foi muito diferente. Gilvan contou com o trabalho do diretor de futebol Alexandre Mattos para reformular o elenco celeste, que venceu o Campeonato Brasileiro. Em 2014, a dose se repetiu, e a Raposa sagrou-se bicampeã do principal torneio nacional, campeã do Mineiro, além de vice da Copa do Brasil.

As temporadas de 2015 e 2016, porém, já no segundo triênio de Gilvan após reeleição, foram totalmente apagadas. A equipe mineira não levantou um troféu sequer, voltando a sentir o gosto de um título apenas em 2017 com a Copa do Brasil. Apesar de um segundo mandato apagado, Gilvan de Pinho marcou a história do clube, com um balanço elogiável em termos de conquistas.

+ Título da Copa do Brasil salva triênio de Gilvan no Cruzeiro: "Saio com a consciência aliviada"

Temporada 2012
Campeonato Mineiro: terceiro lugar (queda para América-MG na semi)
Copa do Brasil: queda nas oitavas para Atlético-PR
Campeonato Brasileiro: nono lugar

Temporada 2013
Campeonato Mineiro: vice-campeão (Atlético-MG campeão)
Copa do Brasil: queda nas oitavas para o Flamengo
Campeonato Brasileiro: campeão

Temporada 2014
Campeonato Mineiro: campeão (Atlético vice-campeão)
Copa do Brasil: vice-campeão (Atlético-MG campeão)
Campeonato Brasileiro: campeão
Libertadores da América: queda nas quartas para San Lorenzo (ARG)

Temporada 2015
Campeonato Mineiro: queda na semifinal para o Atlético-MG
Copa do Brasil: queda nas oitava para o Palmeiras
Campeonato Brasileiro: oitavo lugar
Libertadores da América: queda nas quartas para River Plate (ARG)

Temporada 2016
Campeonato Mineiro: queda na semifinal para o América-MG
Copa do Brasil: queda na semifinal para o Grêmio
Campeonato Brasileiro: 12º lugar

Temporada 2017
Campeonato Mineiro: vice-campeão (Atlético-MG campeão)
Copa do Brasil: campeão (Flamengo vice-campeão) 
Campeonato Brasileiro: quinto lugar
Copa Sul-Americana: queda na primeira fase para o Nacional (PAR)