Del Potro se mostra orgulhoso após vice em NY: "Não planejo parar de jogar tênis tão cedo"
Foto: Divulgação/ATP

Del Potro se mostra orgulhoso após vice em NY: "Não planejo parar de jogar tênis tão cedo"

Argentino perdeu o troféu do US Open para Novak Djokovic, mas entrevista se mostrou mais positiva do que nunca

Henrique
Gabriel Matos

Neste domingo (9), o argentino Juan Martín del Potro disputou a final do US Open, perdendo para Novak Djokovic em sets diretos, com parciais de 6/3, 7/6(4) e 6/3, em 3h18 de partida. Algumas horas depois, ele deu uma coletiva à imprensa.

Inicialmente, o argentino falou sobre seus sentimentos após a partida, destacando que estava chorando até pouco tempo antes da entrevista e que poderia, para ele, ser o pior momento do dia falar com a imprensa logo após uma dolorosa derrota. No entanto, ele parabenizou Djokovic, elogiou o desempenho do sérvio, mesmo que, segundo o próprio del Potro, ele tenha tido suas chances nos dois últimos sets.

Em seguida, foi perguntado sobre o desafio de jogar com Federer, Nadal e Djokovic na mesma era, e logo mudou o tom da pergunta. "Não me sinto triste por não ter vencido Slams por causa deles; sou só um desses caras que se acham sortudos por estarem no mesmo tempo deles".

Quando questionado quanto a sua saúde no punho, e a resposta de del Potro foi animadora: "Eu me sinto bem, estou bem", confirmou ele. "Meu punho está excelente, porque tenho jogado bastante nessas duas semanas. Ainda planejo jogar tênis por mais alguns anos, e não tenho plano nenhum para parar".

Perguntado quanto ao caso de Serena Williams, em que se questiona o "duplo padrão" do tratamento dado aos homens e às mulheres pelos árbitros. Ele reagiu de forma honesta. "Nem sei o que dizer. Fiquei triste por Serena, ela é uma grande campeã. Mas Naomi mereceu vencer, também é uma grande campeã", elogiou o argentino. "Claro, a final não foi o que as pessoas esperavam. Mas concordo que ambos os gêneros devem ser tratados da mesma forma, ganhar o mesmo dinheiro".

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Ele também foi questionado sobre a sensação de estar num local com 20.000 pessoas gritando o seu nome. "O que eu sempre digo, você pode perder ou ganhar um troféu, mas o amor da torcida, é maior que qualquer torneio. É o que eu tenho deles, e ficará no meu coração pelo resto da vida".

Por fim, os jornalistas perguntaram-no quanto a possibilidade de Djokovic ultrapassar os números de Federer e Nadal, principalmente nos Slams. "É claro que pode", disse del Potro. "Ele já tem 14, e tem um ótimo time. Espero que ele, Rafa e Roger continuem brigando pelos Slams, porque é muito bom vê-los lutando pela história".

Juan Martin del Potro voltará às quadras no ATP 500 de Pequim, que se inicia na primeira semana de outubro.

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