"Não há motivos para sair desapontada", afirma Pliskova após queda nas semifinais
Foto: Divulgação/Australian Open

"Não há motivos para sair desapontada", afirma Pliskova após queda nas semifinais

Em disputa pelo número um do mundo, tcheca perdeu partida equilibrada e ficará apenas no top 5

henrique
Gabriel Matos

Uma das três tenistas da WTA buscando o número um do mundo ao fim do Australian Open, a tcheca #8 Karolina Pliskova não conseguiu superar sua oponente, a #4 Naomi Osaka, de 21 anos, que venceu em três sets com parciais de 6/2, 4/6 e 6/4, em 1h53, nesta quinta-feira (24). A japonesa teve 56 winners e somente 30 erros não-forçados, no seu melhor desempenho da temporada até agora.

Em sua sessão de conferência, a ex-número um do mundo foi inicialmente questionada sobre sua estratégia. "Lutei o máximo que pude, esperei alguns erros dela e algumas oportunidades pra que eu pudesse vencer os pontos. Pude ir ao terceiro set, tive alguns break points, mas não consegui. O saque dela esteve excelente hoje", comentou Pliskova. "Ela jogou de uma forma inacreditável, talvez da melhor maneira na vida. Não acho que ela consiga repetir isso".

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A tcheca também respondeu sobre a sua recuperação contra a vitória sobre Serena Williams nas quartas de final, realizada apenas um dia antes da partida contra a japonesa. "Foi difícil. Com certeza, se houvesse um dia para eu me recuperar, poderia me ajudar. Não só a partida de ontem foi complicada, mas também emocionalmente muito difícil", afirmou. "Normalmente, eu prefiro jogar duas ou três partidas em sequência, como aconteceu em Brisbane. Eu joguei 15 partidas ou mais nas últimas semanas. É muito. Talvez um dia completo de descanso pudesse me ajudar. Mas não é algo de que precisamos falar".

Os jornalistas também compararam o peso da bola entre Serena e Osaka. Pliskova disse não ser possível, já que as condições de partida são diferentes e que suas emoções também são diferentes, mas confirmou que as duas produzem alguns dos golpes mais rápidos e potentes do circuito. A semifinalista também respondeu algumas perguntas curtas, dizendo que seu joelho estava sem problemas, apesar da proteção durante a partida, e que suas emoções em quadra apareciam quando ela precisava.

Por fim, ela respondeu sobre seu início de temporada e como isso afetaria o resto de seu ano. "Depois de cada partida você fica um pouco desapontado, especialmente se ocorre um certo equilíbrio. Por outro lado, foi o melhor começo de temporada da minha carreira, então não quero ser muito negativa. Sei que a temporada é mais longa e qualquer coisa pode acontecer. Mesmo se eu perdesse mais cedo, ainda seria um bom começo. Estou me sentindo bem com meu jogo, com minha equipe. Tudo que trabalhamos tem dado certo, então não vejo motivo para desapontamento".

Karolina Pliskova voltará às quadras no Premier de Doha, na segunda semana de fevereiro.

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