Cicinho fala de Rogério Ceni, companheiros de 2005 e Palmeiras
Cicinho relembra passagens no São Paulo (Foto: Divulgação/São Paulo FC)

Cicinho é um dos maiores laterais-direitos da história do São Paulo. Em entrevista ao canal Arnaldo e Tironi, mantido pelos jornalistas Arnaldo Ribeiro e Eduardo Tironi no Youtube, ele relembrou histórias que envolvem o Tricolor Paulista.

O ano de 2005 foi especial tanto para o SPFC quanto para o jogador. E ele relembrou da raça que atletas daquela equipe possuíam:

"Josué e Mineiro eram incansáveis. O Josué jogou a final da Libertadores 2005 com o dedão do pé quebrado. Muitos não sabem disso, mas o dedão dele estava imenso. Ele tomou injeção pra tirar a dor e dava carrinho. Esse cara é doido. O Lugano mordia a língua e falava que a gente tinha que acordar. E o Fabão batendo até. Teve um jogo que ele me tirou da partida. Ele foi cabecear a bola e bateu na minha nuca. Quando eu acordei, eu estava no departamento médico porque a minha vista esquerda escureceu", comentou.

Goleiro da equipe de 2005 e, para muitos, maior jogador da história do clube, a liderança de Rogério Ceni também foi lembrada por ele — além de uma história que demonstrava o tino do M1TO, como é carinhosamente chamado pela torcida tricolor, para o relacionamento com outras pessoas:

"O Rogério Ceni é rockeiro e, certa vez, eu fui com ele em um programa e tinha um cantor de MPB, que ele não suportava. Ele ligou para a assessoria do cantor, pegou os detalhes e pediu a música que ele mais gostava de cantar. Ele é extremamente culto, inteligente, e liderava com maestria. A liderança dele nunca foi predatória, só incentivadora. Como técnico, acho ele fantástico, só achava que ele tinha que ter um tempo maior no São Paulo. No Fortaleza, só podemos dar parabéns pelo respaldo", destacou.

Cicinho teve uma segunda passagem pelo Tricolor, em 2010. O desempenho, porém, passou longe de ser o ideal: 

"Me arrependo de ter voltado em 2010 com a cabeça que eu voltei. Minha cabeça era de ex-atleta, desrespeitei o torcedor. Ainda ajudei a chegar na semifinal da Copa Libertadores da América. Se eu tivesse a cabeça que tinha em 2012, quando joguei no Sport, talvez eu jogasse até hoje", comentou.

Palmeiras

Cicinho parecia ter especial predileção para jogar clássicos. O rival alviverde do São Paulo, em especial, reservou dois históricos gols, ambos pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores 2005. No primeiro jogo, em um chutaço de muito longe. Na volta, o gol de número 10.000 da história da competição.

Na live, porém, ele contou que o Verdão dava sorte para ele desde antes da carreira do atleta começar:

"O Palmeiras sempre me deu sorte. Em um bingo, em 1995, a minha irmã ganhou um Fusca no bingo do Palmeiras. Foi o primeiro carro da família, é uma relíquia, riu.

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