Análise: Lagarto dá o sangue, mas empata com Figueirense e é eliminado da Copa do Brasil
Foto: Divulgação / Lagarto FC

A Copa do Brasil é tratada pelos clubes do interior como prioridade máxima. Com uma premiação recheada, todos os diretores já perceberam que o esforço para chegar o mais longe possível no torneio mata-mata é muito recompensador. E o Lagarto se preparou bem para o duelo, utilizando o estadual como grande desafio para manter um alto desempenho nos jogos de mata ou morre.

O Figueirense jogava pelo empate. Um duelo de Série C contra a Série D. Dessa forma, todo favoritismo estava do lado visitante: jogando pelo empate, e o Lagarto por uma bola. Uma vitória simples bastava para o Verdão. E já começou com discussão no intervalo. A direção do Figueirense ameaçou ir até o tribunal. Para o time de Sergipe era tudo ou nada, vencer ou vencer.

  • Um primeiro tempo mais verde, porém morno

O time da casa teve mais posse de bola, entretanto não conseguiu transformar essa superioridade em gols. E somente a bola na rede interessava para o Lagarto, mas faltou técnica e precisão para furar o bloqueio do Figueirense e estufar as redes para buscar a tão sonhada vaga na segunda fase.

O visitante segurou a onda. Com o regulamento embaixo do braço, recuou as linhas defensivas e esperou o Lagarto correr atrás do resultado. Por isso o alto número de impedimentos marcados. Contra os visitantes também o retrospecto, o Figueira nunca venceu no estado de Sergipe. Em 1975, perdeu para o Sergipe por 3 a 0, e empatou com o Confiança por 0 a 0 em 2020.

  • O Figueirense apostou no contra-ataque, Lagarto no ataque

Em 2020, o Lagarto passou para a segunda fase, e em campo vimos um time que lutava para repetir o feito, com verticalidade, chutes no gol, descidas em velocidade, e aos 24 minutos quase apareceu o gol, de cabeça a queima roupa, mas não foi dessa vez, em seguida o juiz deu toque de mão, antes da bola sobrar na entrada da grande área livre livre.

Um jogo de ataque contra defesa. O Figueirense escalou seus grandalhões na zaga. Era a estratégia para segurar a esperança do time do agreste sergipano. Próximo às 18h, a torcida que chegava ao estádio, após largar do dia de trabalho, empurrava o time aos sons de "Eu acredito, Eu acredito". O Lagarto dava trabalho, com sangue na veia, tentava furar a defesa em busca do gol salvador.

Aos 35' do segundo tempo, uma falta perigosa para o Lagarto. Um canudo direto para o gol, mas o goleirão Rodolfo estava atento, saiu de soco e afastou o perigo no momento decisivo da partida. O Figueirense priorizou o sistema defensivo o jogo inteiro, e dos contra-ataques que teve, levou perigo somente em um, quando o chute raspou a trave do Goleiro Tiago, do Lagarto.

Aos 40' minutos, um chutaço sergipano da entrada da grande área no travessão, em um belo chute com o pé esquerdo — essa deveria ter entrado, que bola caprichosa do atacante Daniel. E a torcida subiu o tom, "Eu acredito". Um final de jogo com a tensão em alta progressiva. Quanto menos tempo tinha, mais o Lagarto se alçava ao ataque.

O Lagarto foi dono do jogo, uma bola na trave para cada lado, mas a história não se repetiu e deu Figueirense. Com "22 jogadores no campo de defesa" freou o time de Sergipe e garantiu a premiação de mais 750 mil reais. A torcida do time do agreste reconheceu a boa partida e agradeceu o esforço dos jogadores. O clube de Santa Catarina precisará ajustar a postura se quiser ganhar algo esse ano.

  • E agora, qual futuro do Lagarto?

As atenções se voltam para o segundo turno do Campeonato Sergipano 2022, que pode render uma boa premiação para o campeão, além de garantir a classificação para a Série D e novamente uma vaguinha na Copa do Brasil 2023 — quem sabe na próxima. O Lagarto enfrenta o Sergipe nesse sábado (26), na Arena Batistão, e se vencer pode assumir a liderança do Grupo B.

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