Com apenas sete remanescentes de 2014, França busca sonho do bi-mundial

Desde 2010, após a vexatória eliminação na primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul, o futebol francês tem passado por um processo intenso de renovação a partir do seu treinador, o capitão da única conquista mundial francesa em 1998, Didier Deschamps

Didier assumiu a seleção do seu país após a Euro de 2012, onde Laurent Blanc, seu companheiro de seleção em 98, foi demitido. A ideia era formar uma seleção forte para disputar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, e foi o que aconteceu. A França fez uma boa primeira fase com vitórias consistentes contra Honduras e Suíça e na última rodada, já classificada, empatou sem gols com o Equador. Nas oitavas de final, eliminou a Nigéria ao vencer por 2 a 0 e só foi eliminada nas quartas de final num jogo equilibrado contra a Alemanha, que futuramente se sagrou campeã, perdendo por 1 a 0. 

Entre 2014 e 2018 muitas coisas aconteceram e se engana quem acha que a safra total da convocação de Deschamps se manteve para a Copa da Rússia, apenas seis jogadores, além do técnico, seguiram na convocação de uma Copa do Mundo para outra. Por outro lado, esses seis titulares fizeram parte do time titular base na competição dos dois anos, são eles: o goleiro Hugo Lloris, o zagueiro Raphael Varane, os meias Paul Pogba e Blaise Matuidi e os atacantes Antoine Griezmann e Olivier Giroud. Dos demais ateltas convocados, todas caras novas em relação a Copa disputada em solo tupiniquim. 

Um fator interessante é que entre a Copa de 2014 e a chegada à final do Mundial em 2018 a França foi vice-campeã europeia há dois anos, em competição na qual foi anfitriã. Nesta competição já se pôde notar a entrada de alguns jogadores diferentes da última Copa, como o zagueiro Samuel Umtiti e o volante N´Golo Kanté, titulares absolutos na Rússia

Confira, então, como foram os últimos quatro anos dos remanescentes da seleção francesa:

Hugo Lloris

Revelado pelo Nice, mas projetado ao futebol pelo Lyon, Lloris disputa a sua terceira Copa do Mundo como titular da meta francesa. Desde 2012 no Tottenham, da Inglaterra, o goleiro chegou à Copa do Mundo após viver os melhores último três anos desde que chegou ao clube londrino, com um vice-campeonato da Premier League e três classificações consecutivas à UEFA Champions League. Parafraseando Cássia Eller, podendo dizer que para Lloris mudaram as estações e pouca coisa mudou. 

Raphael Varane

Poderíamos até dizer que a situação de Varane é semelhante à de Lloris, já que desde 2011 permanece no mesmo time, o Real Madrid, sendo campeão europeu em quatro das últimas cinco temporadas. Porém, no caso do zagueiro podemos ver nitidamente a sua evolução, de um jogador jovem ganhando posição para hoje ser o xerife da zaga francesa e intocável na defesa do poderoso Real, ao lado de Sérgio Ramos. E pasmem-se, Varane ainda tem apenas 25 anos. Nessa Copa do Mundo, o Camisa 4 marcou um gol importantíssimo nas quartas de final, contra o Uruguai, que abriu a caminhada para a vitória por 2 a 0. 

Blaise Matuidi

No caso de Matuidi podemos ver, além de evolução, uma mudança de ares. Na Copa do Brasil, o meia era um dos destaques do Paris-Saint Germán, mas há duas temporadas deixou a sua terra natal e rumou para a Itália, onde está na Juventus e após a Copa do Mundo será companheiro de clube do melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo. 

Paul Pogba

Para muitos o jogador mais importante desta geração francesa, Pogba foi um dos líderes da Juventus no vice-campeonato da Champions da Vecchia Signora em 2015. Em 2016, transferiu-se para o Manchester United, retornando ao clube que o revelou para o futebol, porém, ainda não repetiu o mesmo sucesso no clube inglês do que conseguiu no futebol italiano. Pogba tem 25 anos e muita lenha para queimar ainda na seleção francesa. 

Antoine Griezmann

Em 2014, Griezmann chegou ao Atlético de Madrid vindo da Real Sociedad. De la pra cá a carreira do jogador só ascendeu e Griezmann chegou até ser o terceiro melhor jogador do Mundo em 2016. Atualmente viu-se em uma novela para a renovação do seu contrato com o Atlético e após sondagens de clubes com o Barcelona e Manchester United decidiu seguir no clube colchonero até 2024.

Olivier Giroud

Criticado por seu excesso de gols perdido e falta de mobilidade na área, ainda assim Giroud foi o atacante preferido de Deschamps, desbancando nomes como Benzema e Lacazzete. Após quase seis temporadas no Arsenal, onde estava na última Copa do Mundo, ele decidiu trocar os gunners pelo seu rival londrino, o Chelsea. 

VAVEL Logo