Guia VAVEL da Copa do Mundo 2018: Colômbia
Foto: Editoria de Arte/VAVEL

Guia VAVEL da Copa do Mundo 2018: Colômbia

Com remanescentes do último Mundial e jovens surpresas, Los Cafeteros vão para sexta participação no torneio prometendo dar trabalho, mas ainda sob dúvidas

Caio__Vinicius
Caio Vinicius

Um sonho, três cores e 50 milhões de corações. Esse é o lema que a Seleção Colombiana irá carregar durante toda a Copa do Mundo. Indo para o seu sexto mundial, La Tricolor chega a competição ainda sob dúvidas com relação a seu futebol, mas com uma equipe mais forte e uma geração que cada vez mais impõe seu espaço.

Em um grupo relativamente equilibrado — JapãoPolônia e Senegal -, o time de José Pékerman é candidato ao primeiro lugar. Inclusive, os japoneses são velhos conhecidos da Colômbia, já que as seleções estiveram no mesmo grupo em 2014.

Convocados

Na última segunda-feira (4), a Federação Colombiana de Futebol (FCF) divulgou a lista final de convocados para a Copa da Rússia:

Goleiros: David Ospina, Camilo Vargas e José Cuadrado.

Defensores: Santiago Arias, Frank Fabra, Davinson Sanchez, Johan Mojica, Óscar Murillo, Cristian Zapata e Yerry Mina.

Meio-campistas: Abel Aguilar, Wilmar Barrios, Juan Cuadrado, Jefferson Lerma, Juan Quintero, James Rodríguez, Carlos Sánchez e Mateus Uribe.

Atacantes: Miguel Borja, Carlos Bacca, Falcao García, José Izquierdo e Luis Muriel.

Geração dos anos 90 e tragédia marcam a história da Colômbia no Mundial

A Copa do Mundo nunca foi algo recorrente para a Colômbia. Em 2018, Los Cafeteros vão apenas pra sua sexta participação na competição após 21 edições. A estreia ocorreu no Mundial de 1962, no Chile, e com pouca sorte para os colombianos. Terminaram apenas com um ponto em um grupo com União Soviética, Iugoslávia e Uruguai, caindo logo na primeira fase.

A volta para a competição só aconteceu 28 anos depois, em 1990, mas com um ânimo diferente para os torcedores. Devido a influência do narcotráfico nos times, o investimento do futebol colombiano cresceu e refletiu na seleção nacional. Nomes como Higuita, Valderrama, Perea, Aristizabal, Rincón, Escobar, Asprilla e outros surgiram como jogadores de grande técnica e qualidade individual.

Seleção Colombiana na Copa de 94 (Foto: Shaun Botteril/Getty Images)

Treinados por Francisco Maturama, eles chegaram badalados para a Copa daquele ano, mas sofreram com a inexperiência. Apesar de conseguirem passar da primeira frase em grupo que tinha Alemanha Ocidental, Emirados Árabes e Iugoslávia, foram eliminados nas oitavas para Camarões, sensação do Mundial.

Quatro anos depois e mais fortalecida, a Colômbia tinha tudo para fazer sucesso. Mas a história acabou em tragédia. A seleção foi lanterna em um grupo com Romênia, Suíça e Estados Unidos, com apenas uma vitória e duas derrotas.

O jogo da eliminação aconteceu contra os anfitriões, que abriram o placar após gol contra de Andrés Escobar. Esse gol, além de custar a eliminação dos colombianos na Copa, levou à morte de zagueiro, que pouco tempo depois foi assassinado em um bar em Medellín, após uma discussão com homens que perderam dinheiro após apostar na seleção colombiana.

Esse incidente marcou o país negativamente e o futebol não voltou a ser como era. Em 1998, na França, os colombianos ficaram novamente na primeira fase e frustaram os torcedores que se encantaram com aquela geração talentosa.

Liderados por James e Falcao, Colombianos querem repetir feito de 2014

A Colômbia foi uma das grandes sensações da Copa do Mundo no Brasil. O grupo era jovem e promissor, mas tinha o desfalque de sua principal estrela: Radamel Falcao. Por isso, o encarregado de levar a alcunha de craque do time se tornou James Rodríguez, então companheiro de equipe do atacante no Monaco.

Camisa 10, James se consagrou como artilheiro do Mundial, com seis gols em cinco jogos e levou a Chuteira de Ouro. Embalados pelo Armeration e a boa fase do craque, a Seleção Colombiana chegou até as quartas de final após vencer todos os jogos da fase de grupo e eliminar a equipe do Uruguai nas oitavas, parando apenas contra o Brasil e entre os oito melhores times do torneio.

Daquele time, 10 nomes foram convocados para a Copa deste ano: Ospina, Camilo Vargas, Zapata, Arias, Carlos Sanchez, Aguilar, James Rodriguez, Juan Cuadrado, Quintero e Carlos Bacca.

James e Falcao conversando com Pékerman (AFP/Jose Acosta)

Agora, James e Falcao estão juntos e são novamente as referências do time colombiano. Mais experiente, o meia vem de uma temporada no Bayern de Munique e foi o vice-artilheiro das Eliminatórias, com 7 gols. Enquanto o atacante recuperou a fase goleadora na Europa e estreia em Mundial buscando ampliar o recorde de gols que tem pela seleção.

Nova safra quer surpreender na Rússia

Além dos renomados, La Tricolor chega ao Mundial com alguns nomes que estão em centros do futebol e terão sua primeira experiência em um torneio de seleções desse porte. São os casos de Yerry MinaDavinson SanchezWílmar Barrios e Johan Mojica

Ex-Palmeiras, Mina foi para o Barcelona no início de janeiro e ainda não teve sequência no clube espanhol, mas tem a confiança de Pekerman para liderar a defesa. Seu companheiro de zaga, Sanchez, é o mais jovem entre os 23 convocados e ainda oscila na primeira temporada jogando no Tottenham, mas é uma das maiores promessas do futebol colombiano.

Considerado um dos melhores volantes do futebol sul-americano, Wilmar Barrios vive ascensão pelo Boca Juniors e tenta conquistar sua vaga como titular na seleção. Outro nome para se ficar de olho é Mojica, que viveu ótimos momentos na temporada pelo Girona e foi eleito um dos melhores laterais esquerdos da La Liga.

Mojica teve poucas chances na seleção até agora (Foto: Gabriel Aponte/Getty Images)

Era Pékerman vive momento de incertezas

Prestes a começar a Copa do Mundo, a Colômbia vive altos e baixos em seus jogos. Com o desafio de equilibrar o forte ataque com a inexperiente defesa, Pekerman tem quebrado a cabeça para tentar melhorar o desempenho e não sofrer contra os times mais fortalecidos.

O esquema 4-2-3-1 adotado na 'Era Pékerman' rendeu bons frutos a seleção, principalmente por ter realçado ainda mais o talento individual do meio para frente. Posse de bola e ofensividade se tornaram cartas marcadas no futebol colombiano. Por outro lado, a dependência desse talento aumentou, como no caso de James Rodríguez, que muitas vezes tem seu desfalque bastante sentido.

A defesa ainda dispõe pouca confiança. Mina sente a falta de ritmo por não ter regularidade no Barcelona, assim como Zapata no Milan. Já Sanchez é muito jovem e carece de mais experiência.

Time base: Ospina; Arias, Sanchez, Yerry Mina e Fabra; Lerma, Carlos Sanchez, Juan Cuadrado, James Rodríguez e Izquierdo; Falcao.

Em meio a essa busca pela evolução, La Tricolor oscilou bastante em seus jogos. A campanha nas Eliminatórias pra Copa do Mundo não foi ruim, mas o desempenho contra as seleções como Argentina, Brasil e Uruguai deixou a desejar. Mesmo assim, a Colômbia terminou no quartou lugar com 27 pontos, apenas um a frente do Peru.

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