#BrasileirãoNaVAVEL: Botafogo, Fluminense e Vasco entram com mais problemas do que soluções
Fotos: Vitor Silva / Lucas Merçon / Rafael Ribeiro

O Campeonato Brasileiro começa no próximo sábado (08). Por conta da pandemia do novo coronavírus, o futebol foi paralisado, ocasionando o adiamento do início do campeonato nacional. Com exceção do Flamengo, o cenário do futebol carioca não é muito animador. Baseado no atual momento de Botafogo, Fluminense e Vasco, a expectativa é que fiquem no meio da tabela ou, na pior das hipóteses, que briguem contra o rebaixamento.

Botafogo tenta apagar campanha ruim em 2019

O Alvinegro encerrou 2019 com Alberto Valentim e optou por sua permanência no ano seguinte. Porém, em 9 de fevereiro demitiu o treinador. Em seu lugar, o clube anunciou Paulo Autuori, que permanece no cargo para o Brasileirão.

A lista de reforços foi grande este ano, com destaque para a chegada do meia japonês Honda e o marfinense Kalou. Outro meia contratado foi Bruno Nazário. No ataque, Pedro Raul, que foi destaque do Atlético-GO na temporada passada. Completam a lista: Luiz Otávio, Danilo Barcelos, Guilherme Santos, o peruano Alexander Lecaros e Ruan Renato. 

Já entre os que deixaram o clube estão o zagueiro Gabriel, que voltou para o Atlético-MG. Diego Souza acertou com o Grêmio, enquanto Rodrigo Pimpão se transferiu para o CSA. O lateral Arnaldo e o meia chileno Valencia também deixaram o clube. E na lista dos que ficaram sem contrato estão: Alan Santos, Gilson, Jean, Kieza, Renan Gorne e Victor Lindenberg.

No Campeonato Carioca, não foi bem na Taça Guanabara e não conseguiu se classificar para a semifinal. No entanto, na Taça Rio, terminou em segundo no grupo e avançou. Mas acabou eliminado pelo Fluminense na semifinal, após empate sem gols e se despediu da competição.

Cinco anos atrás, o Fogão disputou a Série B do Brasileirão e conquistou o título e, consequentemente, a vaga na elite. Aliás, seu retorno foi em grande estilo e em 2016 terminou em quinto lugar, na zona de classificação para a pré-Libertadores. No ano seguinte, encerrou a competição em 10º lugar. Em 2018, permaneceu no meio da tabela, em nono. E ano passado, sua posição final foi 15º, ficando de fora, inclusive, da zona de classificação para a Copa Sul-Americana.

Fluminense não termina no top 10 do Brasileirão desde 2014

O Tricolor começou o ano sob o comando do técnico Odair Hellmann, contratado no final de 2019. Ele substituiu o interino Marcão, que esteve a frente da equipes após a demissão de Oswaldo de Oliveira. Até o momento, Odair tem 21 jogos, com dez vitórias, cinco empates e seis derrotas.

Para a temporada atual, a maior contratação foi a do atacante Fred, que retornou ao clube após quatro anos. Além dele, também chegaram os atacantes Felippe Cardoso, Lucas Barcellos, Caio Paulista e Fernando Pacheco. No as novidades foram Hudson, vindo do São Paulo, e Yago Felipe. Na lateral-esquerda, Egídio foi o reforço. O goleiro João Lopes também assinou contrato com o clube este ano.

Assim como a lista de contratações, a de saídas também foi grande. Destaques do ano passado, Caio Henrique e Allan se transferiram, respectivamente, para Grêmio e Atlético-MG. Enquanto o atacante João Pedro seguiu para o Watford, da Inglaterra e Yony González, para o Benfica, sendo emprestado em seguida para o Corinthians. O meia Daniel não teve acordo e fechou com o Bahia. Ao passo que Wellington Nem também não seguiu no clube. Os liberados foram: Agenor, Airton, Brenner, Ewandro e Guilherme.

No estadual, na Taça Guanabara, foi eliminado pelo Flamengo na semifinal. Já na Taça Rio, conquistou o título ao bater o Rubro-negro nos pênaltis. Os clubes também fizeram a final do Estadual, com o Flamengo levando a melhor novamente, ao vencer os dois jogos da decisão.

Após o sexto lugar no Campeonato Brasileiro em 2014, nos cinco anos seguintes, terminou abaixo dos dez primeiros colocados. Já que, em 2015 e2016 encerrou sua participação na 13ª colocação. No ano seguinte, a posição final foi 14º. Ao passo que em 2018, terminou em 12º. E no ano passado, foi novamente o 14º colocado.

Vasco quer apagar início de ano desastroso

Após terminar 2019 sob o comando do técnico Vanderlei Luxemburgo, no início desta temporada, anunciou Abel Braga como seu substituto. No entanto, sua passagem não durou muito. O comandante deixou o cargo em 15 de março, após a derrota no clássico contra o Fluminense. Em seu lugar, o Vasco contratou Ramon Menezes, que fez sua estreia no retorno do Cariocão e conquistou duas vitórias nas duas últimas rodadas.

No início do ano, além do treinador, o clube anunciou a contratação de dois argentinos, o atacante Germán Cano e o meia Martín Benítez. Após o estadual, contratou, por empréstimos dois destaques do Madureira, o zagueiro Marcelo Alves e o atacante Ygor Catatau. E ainda há a promessa de novos reforços para o Brasileirão.

Por outro lado, a barca de dispensas foi grande. Começando por Rossi, pois o clube considerou alta a pedida do jogador e encerrou as negociações. Oswaldo Henríquez também não entrou em acordo com o Vasco. Clayton e Richard voltaram aos clubes aos quais pertencem, Atlético-MG e Corinthians, respectivamente. Cáceres, Sidão, Valdívia, Marquinho e mais alguns também se despediram do clube carioca.

Entre os grandes do Rio de Janeiro, o Cruz-maltino foi o que teve o pior desempenho no campeonato estadual. Visto que não se classificou para as semifinais em nenhum dos turnos. Na Taça Guanabara, terminou a fase de grupos em quarto lugar. Já na Taça Rio, terminou em terceiro.

Em 2016, disputou a Série B e retornou à elite após terminar em terceiro lugar na tabela. Já em 2017, fez uma boa campanha na Série A, terminando em sétimo, na zona de classificação para a Libertadores do ano seguinte. Em contrapartida, em 2018, encerrou sua participação em 16º, escapando por pouco de mais um rebaixamento. E em 2019, sua posição foi 12º colocado.

 

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